Ainda assim, ele assentiu, aceitando o conselho.
Os dois conversaram mais um pouco sobre negócios e o grupo empresarial, até que Cícero se despediu e voltou para a sala de estar.
Ao vê-lo, Arthur gritou alegremente:
— Papai, você voltou! Eu e a tia Weleska esperamos um tempão.
Cícero olhou para Weleska com um certo remorso:
— Desculpe por fazer você esperar.
Weleska balançou a cabeça. Embora tivesse engolido sapos com Adilson, a atitude de Cícero com ela permanecia a mesma.
— Não tem problema, Cícero. Eu esperaria por você o tempo que fosse preciso. — Disse Weleska, com timidez fingida.
Nada mais importava, desde que ela conseguisse segurar Cícero.
Quanto a Adilson, Weleska olhou para a direção do escritório e soltou um riso de desprezo em pensamento.
Naquela idade, ele não duraria muito. Ela não precisava se preocupar tanto com ele.
Cedo ou tarde, Adilson passaria o comando para Cícero, e ela não precisava temer alguém prestes a perder o poder.
— Vamos embora. — Disse Cícero.
Weleska pegou a mão de Arthur e, quando iam se virar para sair, o menino lembrou-se de algo e perguntou:
— Papai, e a mamãe? Eu queria falar com a mamãe, por que ela não está aqui?
Arthur olhou ao redor com seus grandes olhos redondos, insatisfeito por não ver Eduarda.
— Sua mãe já foi embora. — Respondeu Cícero.
— Ah? — Arthur fez um bico. — Por que a mamãe foi embora sem falar com a gente? Eu queria falar para ela ir na minha reunião da escola.
Arthur aproximou-se de Cícero e balançou a perna da calça dele.
— Papai, você disse que ia lembrar ela. E agora?
Cícero também só se recordara do fato naquele momento. Ele olhou para Arthur e disse:
— Depois eu falo com sua mãe. Vamos para casa primeiro.
Diante da resposta de Cícero, Arthur não teve como insistir.
Ele sabia que, se reclamasse mais, o pai poderia ficar zangado e ignorá-lo.
Arthur segurou novamente a mão de Weleska e disse docemente:
Enquanto isso, Eduarda deixou Zenilda no condomínio Vivendas do Parque.
Zenilda segurou a mão de Eduarda e disse com carinho:
— Eduarda, se tiver qualquer dificuldade no futuro, me conte na hora, está bem? Não carregue tudo sozinha, é cansativo demais.
Eduarda assentiu obedientemente:
— Eu vou contar, não serei mais teimosa.
Zenilda acariciou os cabelos dela, satisfeita e aliviada.
— Vá, volte e descanse bem. Amanhã você tem trabalho, não é?
— Sim, vou indo então. Semana que vem venho visitar a senhora. — Disse Eduarda sorrindo.
Zenilda assentiu e acompanhou Eduarda até a saída.
Eduarda sentou-se no banco do motorista de seu carro esporte e, assim que ligou o motor, várias notificações surgiram no celular.
Ela pegou o aparelho e viu que havia mensagens de várias pessoas.
Eram mensagens de Franklin, Emerson, Rafael e Cícero.

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