Cícero olhou para Arthur e não respondeu.
Cícero lembrou-se das palavras de Eduarda hoje; ela não queria voltar para a mansão.
Ela o estava rejeitando.
Talvez ela não rejeitasse Arthur.
Então, Cícero disse:
— Ligue para a sua mãe primeiro.
Cícero tirou o paletó e desabotoou lentamente os punhos da camisa, observando os movimentos de Arthur.
Arthur subiu no sofá, procurou na lista de contatos, clicou no número de Eduarda e ligou.
— Coloca no viva-voz. — disse Cícero.
Embora Arthur não soubesse o porquê, ele obedeceu.
Depois de ativar o viva-voz, o toque soou, mas demorou um bom tempo e ninguém atendeu.
Arthur disse, confuso:
— Que estranho, a mamãe não atendeu minha ligação. Ela nunca faz isso.
Cícero olhou para ele e disse:
— Ligue mais uma vez.
Arthur ligou novamente. Desta vez, depois de uns trinta segundos chamando, a chamada foi finalmente atendida.
— Mamãe! O que você está fazendo? Finalmente atendeu!
A voz de Arthur estava num tom alto, claramente ele estava de bom humor hoje.
No entanto, do lado de Eduarda não havia a mesma alegria.
— Arthur, aconteceu alguma coisa para você me procurar? — A voz de Eduarda soou calma e um pouco baixa.
Ao ouvir a voz de Eduarda, Cícero ergueu as sobrancelhas.
Por que a voz dela parecia um pouco fraca?
Quando se encontraram, ele não percebeu nenhum mal-estar em Eduarda.
Arthur não era tão observador e não sentiu nada de estranho na mãe.
Arthur continuou falando:
— Mamãe, você realmente não pode vir na minha reunião de pais e mestres? Eu queria que você viesse.
Eduarda pareceu suspirar e disse:
— Tenho trabalho e tenho estado muito ocupada ultimamente, provavelmente não poderei ir. Peça para o papai ir com você.
Arthur ficou um pouco chateado.
— Tudo bem, mamãe. Embora eu ainda quisesse que você viesse, o papai e a tia Weleska devem poder ir comigo.
Eduarda não disse mais nada.


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