Ao ouvir aquilo, Weleska entrou em pânico imediato. Ela avançou, segurou as mãos de Cícero e implorou:
— Cícero, o que você quer dizer com isso? Eu estou perfeitamente calma! É claro que faz sentido ficarmos juntos. Somos feitos um para o outro, não somos? Além disso, estou grávida! Logo teremos nosso próprio filho! Seremos a família mais feliz do mundo!
Foi a primeira vez que Weleska sentiu Cícero realmente balançado. O ódio a consumia; por que Eduarda não havia morrido de vez naquele acidente de carro? Se ela tivesse morrido, Cícero não estaria tendo todos esses pensamentos e dúvidas!
A culpa de tudo aquilo era daquela vagabunda da Eduarda!
Cícero se soltou do toque de Weleska. Balançando a cabeça, disse friamente:
— Nenhum de nós está com a cabeça fria. Acredito que devamos passar um tempo separados para refletirmos com calma. Mas não se preocupe, você e o bebê vão continuar morando aqui. Providenciarei para que sejam muito bem cuidados.
Dizendo isso, Cícero virou as costas para ir embora, mas Weleska tentou impedi-lo desesperadamente, suas emoções se descontrolando por completo.
— Cícero, você não pode ir embora! Nós ainda nem nos casamos! Vamos para o exterior e faremos o nosso casamento por lá, sim? Eu e o nosso filho queremos estar com você!
Cícero apenas continuou a negar com a cabeça.
— O casamento a gente discute depois, Weleska. Apenas descanse por enquanto.
Sem mais nenhum traço de hesitação, Cícero saiu do quarto e fechou a porta da suíte principal atrás de si.
O administrador da casa, que o aguardava do lado de fora, recebeu as instruções de Cícero.
— Cuidem muito bem dela. Peça para um médico ficar de prontidão em casa para acompanhá-la. Não permitam que nada dê errado.
Os gritos histéricos de indignação de Weleska puderam ser ouvidos de dentro do quarto. Cícero apenas lançou um último olhar para a porta fechada e não a abriu novamente.
O administrador da casa cruzou as mãos respeitosamente na frente do corpo e concordou:
— Sim, senhor. Acredito que as coisas do Arthur já estejam prontas também.
Cícero seguiu para o quarto de Arthur. Assim que chegou à porta, encontrou o menino saindo, usando uma pequena mochila nas costas e seguido pela babá, que carregava uma mala.
Ajeitando a mochilinha, Arthur fixou os olhos em Cícero e disse:
— Papai, já arrumei tudo. Vamos para a casa do bisavô agora?
— Sim. Pedi para o Sr. Villar levá-lo. Comporte-se bem com o seu bisavô lá. Não dê muito trabalho a ele — aconselhou Cícero.
Cícero raramente falava com ele com tamanha paciência. No entanto, desde que sua mãe havia parado de aparecer, Arthur notara que o pai estava tratando-o com cada vez mais gentileza, bem diferente do desdém com que costumava ignorá-lo no passado.
Para Arthur, isso era algo bom. Afinal, ele sempre quisera ser mais próximo do pai.
A única tristeza era que já fazia muito tempo desde a última vez que ele tinha visto a mãe. Ele ainda desejava profundamente estar com ela.
Arthur caminhou até Cícero e pediu:
— Papai, estou com saudades da mamãe. Quando você tiver tempo, me leva para brincar com ela de novo?
O corpo de Cícero enrijeceu visivelmente com a pergunta. Depois de um segundo, ele concordou com a cabeça.
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