Igor Gattas se assustou com a frieza do homem, que era duas cabeças mais alto que ele. Não teve coragem de se levantar e continuar importunando Eduarda.
Franklin lançou-lhe um último olhar carregado de frieza antes de se virar, seu semblante suavizando ao olhar para Eduarda.
Ele perguntou com preocupação:
— Como você está? Tudo bem? Me desculpe a demora.
— Estou bem, ele não me fez nada — Eduarda sorriu para Franklin, um sorriso que mostrava que não era nada demais. — Não precisa se preocupar.
Mesmo assim, Franklin não conseguia ficar tranquilo. E se ele tivesse se atrasado um pouco mais, ou pegasse trânsito? Do jeito que Igor Gattas estava agindo, ele realmente tentaria alguma coisa contra Eduarda?
Franklin não aceitaria que Eduarda se machucasse, e tinha vontade de fazer com que os olhos que Igor Gattas usou para encará-la desaparecessem do mundo.
Percebendo a preocupação de Franklin, Eduarda segurou a barra da camisa dele, reafirmando que estava bem, e então se posicionou atrás dele.
Igor Gattas, ao ver Eduarda segurando uma xícara de café caminhando em sua direção, ainda achou que a bela designer estava interessada nele:
— A bela designer finalmente decidiu jantar comi... Ahhhhhh!!!!!
Antes que Igor Gattas pudesse terminar de dar em cima dela, Eduarda atirou a xícara de café fervente bem na cara dele.
Depois de jogar o café, Eduarda jogou o copo no lixo com um movimento preciso e voltou para o seu lugar, olhando para Igor Gattas como se olhasse para lixo.
— Esse é o preço por me ofender, e não vou pagar nenhuma indenização — ela riu com frieza, acrescentando num tom blasé: — Ah, e não esqueça de arcar com a limpeza da cafeteria. Afinal de contas, você a sujou com toda essa nojeira.
A insinuação de que Igor Gattas era um lixo ficou clara para ele. Ele até quis revidar, mas, ao ver que Franklin também se aproximou, e sabendo que não tinha razão, engoliu a seco. Só lhe restou levantar-se com o rabo entre as pernas e correr de volta para dentro do prédio comercial.
Eduarda observou as costas do homem fugindo e sentiu profundo desprezo.
— Pelo visto, não preciso nem considerar essa empresa. Com um responsável desses, quem está por trás da empresa também deve ser cego.
Franklin concordou:
— É, vamos para casa. Perder tempo com uma empresa assim não faz o menor sentido.
— Vamos para casa, sim — Eduarda sorriu e caminhou com Franklin rumo ao estacionamento.
Os dois foram embora no carro.

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