Weleska franziu a testa imediatamente. Por uma fração de segundo, seus olhos brilharam com ferocidade, antes de voltarem a se encher de súplica e fragilidade.
— Cícero, o que você está dizendo? Como assim não é amor? Eu te amo, e você também me ama. Senão, por que nós teríamos voltado a ficar juntos? Você só precisa descansar mais um pouco. Fecha os olhos, eu fico aqui com você.
Ela controlou o nervosismo e falou com a voz mansa, mas o pânico já tinha se instalado por dentro. Será que ele tinha descoberto alguma coisa?
Só essa possibilidade já a deixava apavorada.
Se fosse verdade, a situação não seria tão simples de contornar quanto ela imaginava.
Mas Cícero não recuou. Dessa vez, sua postura era firme de um jeito raro.
— Weleska, eu finalmente enxerguei o que existe dentro do meu coração. O tempo todo... só havia Eduarda ali.
Ele soltou uma risada amarga. Tinha percebido aquilo tarde demais. Todo o seu castigo começava a desabar sobre ele de uma vez só.
As palavras de Franklin tinham virado uma flecha cruel, cravada com precisão no seu peito. A culpa pelos erros do passado era como mãos impiedosas girando a ponta da flecha dentro da ferida aberta, despedaçando o que restava inteiro em seu coração.
Cícero estava realmente destruído; o brilho em seus olhos já tinha se apagado quase por completo.
A presença de Weleska ali só lhe deu a chance de ter aquela conversa definitiva, de colocar as cartas na mesa e dizer o que deveria ter dito havia muito tempo.
— Weleska, de agora em diante, eu vou continuar cuidando de você e ajudando no que for preciso. Mas não vai existir mais nada entre nós nesse sentido. Nós podemos ser apenas amigos.
Ele falou com serenidade, esperando que ela fizesse um escândalo. Para sua surpresa, Weleska se manteve assustadoramente calma.
Com um sorriso gentil no rosto, ela ponderou:


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