Ao ouvir Cícero dizer tudo aquilo, o ressentimento de Weleska por Eduarda aumentou ainda mais.
Por que Eduarda podia ter a atenção e o amor de Cícero? Tudo o que devia ser dela estava sendo arrancado com facilidade por Eduarda!
A fúria queimava cada vez mais forte no peito de Weleska. Com lágrimas nos olhos, ela olhou para Cícero e estendeu a mão, agarrando a dele.
— Cícero, você está enganado! Você não a ama! Você só se acostumou com a presença dela! O erro foi meu por ter ido embora e deixado você aqui. Seis anos é tempo demais, tempo suficiente para criar uma ilusão na sua cabeça, entende? — Weleska tentava “fazer Cícero acordar”.
Mas, no fim, Cícero soltou a mão dela.
— Weleska, não foi você quem foi embora e me deixou aqui durante esses seis anos; foi você quem me abandonou. Você se casou com outro homem e teve um filho com ele. Seis anos atrás, eu fui atrás de você, mas não consegui te impedir. Naquela época, você realmente não queria ficar comigo, queria?
O corpo de Weleska enrijeceu, e um calafrio percorreu suas costas.
Ela não esperava que Cícero estivesse levando Eduarda tão a sério.
Por um instante, Weleska não soube o que responder.
Seis anos atrás, foi ela quem decidiu não se casar com Cícero. Naquela época, achava que ele não conseguiria se firmar na família Machado nem enfrentar os membros mais antigos e poderosos da família. Casar-se com ele não lhe traria vantagem nenhuma, então ela o abandonou e correu para Mário Figueiredo, que na época tinha muito mais influência e poder.
Se os negócios de Mário não tivessem entrado em colapso depois, ela jamais teria voltado tão rápido para procurar Cícero e retomar aquela relação.
Ela achava que Cícero já não se importava mais com aquilo, mas a verdade é que ele apenas guardava tudo para si e ainda carregava aquele desconforto.
Weleska encontrou rapidamente uma desculpa e disse:


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