Até Jaime reagiu e, indo para o lado de Fabiana, disse: — Fabi, acho melhor você pedir desculpas para a Pérola, senão não tem como o seu pai e a sua mãe salvarem a empresa.
Fabiana o empurrou: — Que besteira é essa que você está falando?! Pedir desculpas para ela? Você endoidou?
Quando o temperamento de dondoca de Fabiana aflorava, ninguém conseguia colocar juízo na cabeça dela.
Jaime simplesmente parou de se importar com Fabiana e se afastou.
Fabiana ainda achava que eles estavam apenas tentando assustá-la e que nada aconteceria. Ela ainda se achava a dondoca de sempre.
— Nunca vi ninguém tão burra.
A burrice de Fabiana fez com que até Augusto falasse.
Augusto chamou o assistente: — Dê o golpe final na Família Lins. Não há mais motivo para manter a empresa deles.
Uma questão simples daquelas, o assistente resolvia sem problemas.
Nem dez minutos se passaram, e o telefone de Fabiana tocou novamente, deixando-a em choque completo desta vez.
— O quê?! A empresa vai à falência! Como é possível?! Espera, eu já estou voltando... O quê? Quer que eu peça desculpas para aquela mulher? Eu não quero!
Fabiana fez bico e negou, e então foi xingada pela família do outro lado da linha.
— Se não pedir desculpas, a nossa Família Lins está morta! Vá pedir desculpas logo, sua burra, chega de besteira!
Após desligar o telefone, Fabiana caminhou relutantemente até Pérola para se desculpar.
— Me desculpe. Eu te peço desculpas — disse Fabiana.
Pérola, fingindo não ouvir, disse: — O que você disse? Eu não consegui escutar.
— Me desculpe! Eu disse, me desculpe! — Fabiana, na verdade, não queria dizer nada, mas por causa de sua família, abaixou a cabeça profundamente.
— Desculpas pelo quê? Você não estava toda cheia de razão agorinha mesmo? — Pérola respondeu com o mesmo tom de desinteresse.
Fabiana estava fervendo de raiva, mas não se atrevia a agir de forma insolente com Pérola enquanto Augusto estivesse ali.

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