Mas Deise sabia que William tinha uma mente que trabalhava de forma intensa, e temia que mencionar Marcelo o fizesse criar paranoias desnecessárias.
— A propósito, o que você jantou hoje?
— Pedi um delivery... Estrogonofe de carne e guaraná.
— Você realmente adora essa combinação, não é?
Deise deu um leve sorriso.
Ela adorava mesmo.
— E o sabor estava bom?
— Mais ou menos... O que você faz é muito mais gostoso.
Ouvindo a saudade profunda nas entrelinhas das falas de William, Deise sentiu o peito aquecer, incapaz de conter o sorriso que insistia em repuxar os cantos de seus lábios.
— Amanhã mesmo eu volto... O que acha de eu preparar um estrogonofe de carne para você quando eu chegar?
— Eu vou adorar!
Enquanto jogava conversa fora na ligação com William, o olhar periférico de Deise pousou casualmente sobre a grossa pilha de documentos.
A Bio Universo estava envolvida no antigo projeto de pesquisa de sua mãe.
Deise sentiu como se tivesse uma espinha de peixe atravessada na garganta.
— William...
— Me chame de marido.
Deise piscou, surpresa.
A voz e o tom de William não soaram como uma ordem impositiva, então Deise fez uma breve pausa, chamando-o com um tom propositalmente docinho e manhoso:
— Marido...
O outro lado da linha mergulhou em um silêncio absoluto.
Deise inclinou a cabeça, olhando repetidas vezes para a tela do próprio celular.
— Será que deu defeito? Cadê o som?
Justo quando ela resmungava, finalmente, voltou a ouvir a voz de William.
— Não é isso...
— Hum?
— Não foi o seu celular que quebrou, fui eu que não falei nada.
— E por que você ficou calado, marido?
Deise usou novamente a entonação manhosa, chamando William de marido de propósito.
— Você sabia que me provocando desse jeito, eu não vou conseguir dormir esta noite?


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