— Fale por telefone. — Valentina respondeu friamente.
Ela realmente não queria ver Lucas novamente.
Mas Lucas manteve a postura firme:
— Hoje à noite eu bebi, não vou sair. Venha até a Villa Monteverde.
Antes que ela pudesse responder, ele encerrou a ligação.
Valentina segurou o celular com tanta força que seus dedos ficaram brancos.
Lívia, preocupada, perguntou:
— O que ele disse?
— Ele quer que eu vá até a Villa Monteverde para conversar pessoalmente.
— Aquele desgraçado! — Lívia franziu a testa. — Ele fez isso de propósito, não foi? Você deixou bem claro que nunca mais voltaria lá e agora ele insiste que a conversa tem que ser lá. É muita cara de pau!
Valentina fechou os olhos por um momento, tentando controlar as emoções.
Na última vez que ela esteve na Villa Monteverde, a situação terminou em uma grande discussão. Na frente de Lucas, ela havia prometido a Gabriel que nunca mais pisaria naquela casa.
Agora, Lucas claramente estava tentando forçá-la a engolir suas palavras. Esse era o verdadeiro jogo dele.
— Valentina, você vai?
— Eu vou. — Respondeu Valentina, com determinação brilhando em seus olhos. — Já passei cinco anos sendo feita de idiota, mais uma vez não vai fazer diferença.
Lívia sentiu pena, mas também não sabia como ajudá-la.
— Eu vou com você. Ele só disse para você ir, não falou nada sobre não levar companhia!
— Tudo bem.
As duas decidiram juntas, pagaram a conta e saíram do restaurante.
Coincidentemente, a porta do salão ao lado também se abriu naquele momento.
Uma pequena figura, cheia de energia, saiu correndo, segurando um boneco do Transformers nas mãos. Era Gabriel.
Valentina e Lívia pararam imediatamente. Elas não esperavam encontrar Gabriel ali.
O menino, distraído, estava correndo e brincando, sem perceber que um garçom vinha em sua direção empurrando um carrinho de comida. No carrinho, havia uma tigela de sopa fumegante.
O garçom, ao ver Gabriel, gritou, desesperado:
— Menino, cuidado! Sai da frente!
Gabriel soltou Tatiana imediatamente e correu até Valentina. Seu rostinho ainda estava molhado de lágrimas, mas, como num passe de mágica, ele abriu um enorme sorriso.
— Mamãe, me desculpa! Achei que fossem outras pessoas! Eu não sabia que era você!
Lívia observava tudo com incredulidade.
— Esse menino muda de humor mais rápido que o vento. — Murmurou ela, revirando os olhos.
Valentina, no entanto, ignorou Gabriel. Seu olhar estava fixo em Tatiana. Algo na mulher parecia estranhamente familiar.
Tatiana também ficou surpresa ao ver Valentina. Por um breve instante, seus olhos revelaram uma sombra de frieza, mas logo ela sorriu calorosamente.
— Gabriel a chamou de mamãe. Então, você deve ser a famosa Valentina, que cuidou dele por cinco anos, certo?
Tatiana caminhou até Valentina e estendeu a mão.
— Valentina, prazer. Eu me chamo Tatiana, sou a avó de Gabriel, mãe da Cecília. Ouvi Lucas e Cecília falarem muito de você. Eles disseram que você cuidou muito bem do Gabriel durante esses anos. Como avó dele, quero agradecer por tudo.
Valentina permaneceu imóvel. Seus olhos, frios, analisavam Tatiana com atenção. Ela não apertou a mão dela e, em vez disso, perguntou diretamente:
— Nós já nos conhecemos antes?
Tatiana ficou surpresa com a pergunta. Por um momento, pareceu não saber o que dizer.

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