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Dr. Lucas, Sua Esposa Disse Que Não te Quer Mais romance Capítulo 223

A febre alta deixava todos os músculos de Lívia doloridos, e ela sentia como se não tivesse forças para sequer levantar um dedo.

O homem que a carregava nos ombros movia-se sem hesitação, mas o peso do corpo dela pressionando contra o ombro dele fazia suas costelas doerem intensamente.

Lívia, com o rosto contorcido de dor, tentou falar:

— Eduardo, você… Você me põe no chão! Minhas costelas estão me matando…

O homem não respondeu. Ele continuou andando, saindo da casa diretamente para a chuva que caía torrencialmente.

As gotas geladas atingiram Lívia instantaneamente, encharcando-a por completo.

— Merda! — Lívia estremeceu, e o frio da água fez sua mente febril clarear por um momento.

Ela levantou a mão para limpar o rosto molhado e começou a bater nas costas do homem.

— Eduardo, você ficou maluco? Se quer me dar um banho frio, não é assim que se faz! Me coloca no chão, agora!

O homem, no entanto, não parou. Pelo contrário, seus passos tornaram-se ainda mais rápidos.

Lívia ficou momentaneamente em silêncio, até que finalmente percebeu algo errado. Eduardo jamais a levaria para fora, especialmente sob uma chuva dessas, enquanto ela estava com febre.

— Quem é você? — Lívia começou a se debater, usando mãos e pés para bater com toda a força que conseguia reunir. — Me responde! Quem é você? Para onde está me levando? Se não me soltar agora, eu vou gritar!

Mas o homem continuou em silêncio, determinado, enquanto seus passos esmagavam a lama e as poças de água na trilha da montanha. O som do vento uivante misturava-se aos trovões e relâmpagos que cortavam o céu.

Meio desorientada, Lívia finalmente conseguiu distinguir o ambiente ao seu redor. Ela ficou paralisada ao perceber que ele a estava levando para dentro de uma pequena floresta.

— O que… O que você está fazendo? — Murmurou, com o coração disparado.

Lívia já tinha treinado judô e, em condições normais, poderia facilmente se livrar de um homem carregando-a daquela forma. Porém, com febre alta e o corpo exausto, ela não tinha forças nem para tentar aplicar um golpe. Tentou algumas vezes, mas seu corpo simplesmente não respondia.

De repente, o homem parou.

Lívia ficou confusa e tentou olhar ao redor, mas antes que pudesse entender o que estava acontecendo, ele a jogou para frente sem aviso.

Por um instante, Lívia sentiu seu corpo ser lançado no ar. A sensação de queda livre tomou conta dela, até que, em questão de segundos, começou a despencar rapidamente.

O homem, coberto por uma capa de chuva, manteve a cabeça baixa enquanto o trovão rasgava o céu escuro, iluminando a cena por um breve momento.

No instante em que seu corpo caía, Lívia finalmente conseguiu ver o rosto do homem. Seus olhos se arregalaram em choque, mas antes que pudesse gritar ou pedir ajuda, ela atingiu as águas agitadas do rio no fundo do vale.

— Droga. — Eduardo respondeu, com urgência na voz. — Lívia provavelmente está em perigo. Reúna os outros médicos homens, coloquem capas de chuva e botas e me encontrem aqui. Vamos procurá-la agora.

— Entendido. Estamos indo.

Do outro lado da linha, o médico encerrou a ligação e comunicou aos outros:

— Pessoal, parem de jogar. Lívia desapareceu. Eduardo pediu nossa ajuda para procurá-la.

— Como assim, ela desapareceu?

— Mas ela não estava descansando no quarto? Ela está com febre alta!

— Sim, eu fui levar o jantar para ela mais cedo. Ela estava visivelmente fraca e mal conseguiu comer. Achei que ela precisava descansar, então não quis incomodá-la.

— Com essa chuva e ela doente… Precisamos agir rápido. Vamos lá!

— Isso mesmo, vamos procurar por ela agora.

Todos gostavam muito de Lívia e, ao ouvirem que ela estava desaparecida, imediatamente se mobilizaram. Em poucos minutos, o grupo inteiro estava equipado e pronto para iniciar a busca pela colega desaparecida.

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