Capital do país K, residência particular de Rivaldo.
Cecília já estava lá havia três dias, mas Rivaldo não tinha aparecido nenhuma vez.
Ela havia perguntado a Zeca sobre ele, mas Zeca apenas respondeu que Rivaldo estava ocupado com compromissos importantes. Quanto ao que exatamente ele estava fazendo, Zeca não entrou em detalhes.
Cecília sentiu que havia algo estranho no comportamento de Rivaldo.
Ela decidiu ligar para ele, mas, ao pegar o celular, percebeu que não havia sinal. Para ser mais exata, o sinal na residência estava bloqueado.
Cecília confrontou Zeca:
— O que significa isso que o Rivaldo está fazendo?
Zeca manteve a expressão impassível e respondeu de maneira profissional:
— Lamento, Cecília. Eu apenas sigo as ordens do Rivaldo. Se ele tomou essa decisão, com certeza tem os motivos dele. Peço que tenha paciência.
Cecília encarou Zeca com desconfiança, e o coração dela se apertou.
Zeca era um dos homens de confiança de Rivaldo. O fato de Rivaldo ter colocado Zeca ali significava apenas uma coisa: Rivaldo não tinha intenção de aparecer tão cedo e, pior ainda, não pretendia deixá-la sair.
Cecília fixou os olhos em Zeca, mas ele manteve a postura inabalável, sem qualquer emoção no rosto.
Com raiva, Cecília virou as costas e voltou para o quarto.
Assim que fechou a porta, a frustração explodiu. Cecília pegou todos os itens da penteadeira e os jogou no chão com força.
Rivaldo a havia colocado em cárcere privado naquela casa, sem sequer aparecer para vê-la, e ainda bloqueou o sinal de celular.
Agora, isolada do mundo exterior, Cecília estava completamente desconectada da situação de Valentina na Cidade C.
A raiva tomou conta dela, e seu rosto refletia o ódio que sentia.
— Rivaldo, seu lunático! O que você está tramando?
…
Cidade C, ala de obstetrícia do hospital materno-infantil.
Lucas desembarcou às sete da noite. Eduardo e Gustavo foram buscá-lo no aeroporto.
Dentro do carro, Gustavo assumiu o volante, enquanto Eduardo e Lucas se sentaram no banco de trás.
Eduardo foi direto ao ponto:
— A situação da menina não está boa.
Lucas, que estava massageando a têmpora, congelou o movimento.
— O que os médicos disseram?
— Entendi. — Lucas abriu os olhos, e seus olhos escuros eram indecifráveis. Então ele disse, com a voz fria. — Vou apenas ver a menina e depois vou embora.
Eduardo suspirou de alívio.
— Tudo bem. Desde que você não perturbe a Valentina.
Lucas virou-se para Gustavo e perguntou:
— Como está a investigação?
Gustavo olhou para Lucas pelo retrovisor antes de responder:
— Estava esperando para atualizar o senhor. O suspeito é um dos homens de Rivaldo. Já o temos sob custódia. Como o senhor gostaria de proceder?
— Rivaldo? — Lucas estreitou os olhos.
— Sim. — Gustavo confirmou. — Rastrearam uma transferência de cinco milhões de reais para a conta desse cara. Ele é universitário, não tem experiência. Bastou pressioná-lo um pouco e ele confessou tudo.
— O que ele fez com a Valentina?
— Ele disse que foi pago para empurrar Valentina, mas parece que ela percebeu algo errado e tentou fugir. No meio da fuga, ela tropeçou e caiu sozinha. Quando ele viu que ela estava sangrando, entrou em pânico e fugiu.
— Isso não faz sentido. — Lucas disse com firmeza. — Esse sujeito está escondendo alguma coisa.

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