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Dr. Lucas, Sua Esposa Disse Que Não te Quer Mais romance Capítulo 294

O pincel de Marina caiu no chão, e ela se agachou para pegá-lo.

De repente, um par de sapatos sociais pretos e brilhantes apareceu bem na frente dela.

Marina parou por um instante, surpresa, e levantou a cabeça curiosamente.

Lucas se abaixou para ficar na altura dela, seus olhos negros fixando o rosto pequeno e delicado da menina, tão parecido com o de Valentina. Suas emoções fervilhavam de maneira intensa e incontrolável.

Marina arregalou seus grandes olhos escuros, piscando surpresa. Ela achou aquele homem muito bonito, mas de uma forma completamente diferente de Bastian.

No entanto, havia algo estranho nele.

Marina pegou seu pincel rapidamente e recuou alguns passos, visivelmente alerta.

Lucas engoliu em seco, o pomo de Adão subindo e descendo, e depois de abrir e fechar os lábios algumas vezes, perguntou com a voz rouca:

— Qual é o seu nome?

— Minha mãe disse que eu não devo falar com estranhos. — A voz infantil e clara de Marina saiu alta e firme. — Mesmo que o estranho seja muito bonito!

As palavras de Marina chamaram imediatamente a atenção da professora.

Uma jovem professora se aproximou rapidamente. Quando viu Lucas, ela ficou um instante paralisada. A aparência dele era marcante, e sua presença exalava uma aura difícil de ignorar.

Mas, apesar de ter se sentido um pouco desconcertada, a professora manteve sua postura profissional.

— Senhor, está procurando alguém? — Ela perguntou educadamente.

Lucas se levantou, sua figura imponente ainda mais evidente. Ele lançou um leve aceno de cabeça para a professora.

— Me desculpe por interromper a aula.

— Não tem problema. — A professora respondeu, sem desviar os olhos dele. — As crianças já estão quase terminando seus desenhos. O senhor é pai de alguma delas?

Lucas lançou um olhar para Marina.

A pequena, com as mãos na cintura, encarava Lucas com uma expressão de desconfiança. Apesar de sua pouca idade, sua atitude mostrava um senso de autoproteção impressionante.

Lucas, achando graça daquela postura quase desafiadora, deixou um leve sorriso escapar.

Depois, voltou-se para a professora, com a expressão fria de sempre.

— Não. Apenas achei essa criança adorável e quis dar uma olhada. Peço desculpas novamente.

Sem esperar por mais perguntas, Lucas virou-se e saiu.

— Siga-os. — Lucas ordenou.

Gustavo ligou o carro e começou a seguir o grupo a uma distância segura, dirigindo devagar.

O parque ficava a menos de 200 metros da escola, separado apenas por uma rua. Quando chegaram ao portão do jardim de infância, já era quase o horário de saída, e os pais estavam reunidos para buscar seus filhos.

Gustavo estacionou o carro em uma área discreta, um pouco mais distante da entrada.

Lucas, através da janela, viu Marcos entre os pais.

Com quase 1,90m de altura, Marcos era impossível de não ser notado em meio à multidão.

Logo, Marina apareceu, pulando alegremente em direção a ele com sua mochila nas costas.

— Padrinho!

Marcos se abaixou e a pegou nos braços com facilidade, passando a mão na testa suada dela.

— Minha princesa, o que você estava fazendo? Está toda suada!

— Fomos ao parque desenhar! — Marina respondeu animada, com os olhos brilhando. — Eu fiz um desenho! Minha mãe vende os desenhos dela e ganha dinheiro. Como eu sou filha dela, também desenho muito bem. Padrinho, você quer comprar o meu desenho?

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