Lucas pegou a sacola e tirou de dentro uma action figure limitada da Elsa.
Assim que Marina viu a Elsa, seus olhos brilharam como estrelas.
Lucas estendeu o presente para Marina.
— É para você.
Era uma tentativa desajeitada de agradar.
Rivaldo, que observava a cena, franziu ligeiramente as sobrancelhas enquanto acariciava a cabeça redonda de Noah.
Já Marcos, totalmente tranquilo, sabia que Marina não era o tipo de criança que se deixava comprar facilmente.
Marina, por sua vez, já tinha entendido, pelas reações dos adultos, que aquele homem bonito não era um vilão. Mas, para ela, ele continuava sendo apenas um estranho que tinha visto duas vezes.
Ela realmente adorava a action figure da Elsa, mas não esqueceu o que a mãe sempre lhe ensinava.
— Obrigada, tio, mas eu não posso aceitar. — Marina olhou para Lucas com sua expressão séria de criança, o rostinho redondo cheio de determinação. — Minha mamãe disse que não se deve pegar coisas de estranhos.
— Eu não sou um estranho. — Lucas respondeu, a voz suave enquanto fixava o olhar na filha. — Eu sou seu pai.
Marina arregalou os olhos, surpresa.
Marcos revirou os olhos. Para ele, Marina não precisava de pai algum.
— Marina, eu sou seu pai. — Lucas repetiu, vendo que a menina não reagia. Ele enfatizou. — Seu pai de verdade, não um padrinho ou algo do tipo.
Marcos, ao ouvir isso, pensou consigo mesmo: “Esse comentário foi uma indireta para quem, hein?”
— Hã? — Marina finalmente reagiu, piscando rapidamente. Logo em seguida, ela franziu as sobrancelhas. — Não pode ser. Minha mãe disse que meu pai já morreu.
Lucas curvou os lábios em um sorriso suave. Ele não parecia ofendido, e sua paciência era evidente enquanto explicava:
— Sua mãe e eu tivemos alguns desentendimentos no passado, por isso ficamos separados. E, para ser sincero, eu só descobri sobre você recentemente.
Marcos não conseguiu se segurar. Ele soltou uma risada alta.
— Lucas, faz quatro anos que não te vejo, mas percebo que sua cara de pau só cresceu.
Lucas lançou a Marcos um olhar frio e o ignorou completamente.
Marina, com as sobrancelhas franzidas, olhou para Lucas com seus olhos brilhantes e atentos, tão parecidos com os de Valentina.
Ele lançou um olhar cheio de desdém para Lucas e balançou a cabeça com um suspiro.
— Sério, que tragédia.
Álvaro suspirou de exasperação enquanto Rivaldo continuava rindo tanto que seus olhos quase se fecharam.
Noah, que nunca tinha visto o pai tão divertido, piscou algumas vezes, confuso, antes de abrir um sorriso tímido e começar a rir também, imitando Rivaldo.
— Olha só! — Marina exclamou, animada, apontando para Noah. — Noah está rindo! Ele fica tão fofinho quando ri!
Marina imediatamente esqueceu Lucas e correu até Noah, puxando-o pela mão para levá-lo até o espaço infantil atrás do sofá.
— Noah, ri mais uma vez. Se você rir, eu te dou esse brinquedo, que tal?
— Tá bom. — Noah respondeu.
— Ai, que fofura! Noah, você é tão bonitinho! Ah, como seria bom se você estudasse na minha escola. Os meninos da minha sala não são nem um pouco bonitos como você.
— Bonito. — Noah repetiu, com sua voz suave.
Os adultos na sala começaram a perceber que Marina estava tentando incentivar Noah a falar mais.

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