Enquanto Lucas falava, ele de repente tossiu forte, expelindo uma golfada de sangue.
No instante seguinte, ele não conseguiu mais se segurar. Seu corpo alto desabou, e seus joelhos bateram com força no deque duro do navio. Ele tossiu mais algumas vezes, soltando mais sangue pela boca.
A facada de Valentina fora certeira... E cruel. Muito provavelmente, ela havia atingido o baço.
Cristina, ao ouvir o barulho, correu para o deque para ver o que estava acontecendo. Quando ela viu Lucas de joelhos no chão, com uma faca cravada no corpo e cuspindo sangue, ficou apavorada e gritou imediatamente por um médico.
O médico particular de Lucas chegou às pressas.
Lucas, reunindo as últimas forças, murmurou com dificuldade:
— Retornem para o continente agora... E tragam a Sra. Montenegro de volta para o interior do navio...
Assim que terminou de falar, Lucas perdeu completamente a consciência e desmaiou.
— Senhor! — Cristina gritou, mas ele já não respondia.
Valentina ficou parada, observando Lucas ser levado de volta para dentro do navio. As condições médicas a bordo eram limitadas, e o médico particular só conseguiu estancar o sangramento.
Cristina, aflita, perguntou sobre o estado de Lucas.
— Parece que ele sofreu uma lesão no baço. Não posso arriscar retirar a faca. Precisamos levá-lo ao hospital o mais rápido possível. — Respondeu o médico, com um tom grave.
Ao ouvir isso, Cristina correu de volta para o deque.
O vento estava ainda mais forte, e gotas de chuva do tamanho de pedras já começavam a cair.
Cristina encontrou Valentina ainda agarrada ao corrimão, completamente ensopada.
— Sra. Montenegro, o Sr. Lucas desmaiou de vez. Por favor, venha comigo. A tempestade está piorando, as ondas estão gigantes. Ficar aqui fora é muito perigoso!
Valentina, no entanto, continuava segurando o corrimão com firmeza. Ela tinha medo de voltar para dentro, temendo que Lucas acordasse e a trancasse novamente.
Cristina tentou convencê-la mais uma vez:
Quando a porta do banheiro se fechou, Valentina caminhou para debaixo do chuveiro. Ela abriu a água quente e deixou que as gotas escorressem por sua pele. Fechou os olhos com força, enquanto o calor da água tentava aquecer seu corpo, que tremia de frio e de exaustão.
...
Meia hora depois, Cristina bateu na porta.
— Sra. Montenegro, a senhora está bem? Eu preparei um café quente. A senhora ainda está se recuperando, venha tomar um pouco para se sentir melhor.
A porta do banheiro se abriu. Valentina saiu vestindo um pijama confortável de algodão em um tom creme. Seus cabelos estavam enrolados em uma toalha, e, sem maquiagem, seus traços delicados e impressionantes estavam ainda mais evidentes. Contudo, seu rosto e seus lábios estavam pálidos, quase assustadoramente brancos.
Cristina olhou para ela com preocupação e a ajudou a se sentar na cama. Ela entregou a xícara de café quente para Valentina.
— Sra. Montenegro, cuidado, está quente.
Valentina pegou a xícara com as duas mãos e começou a beber pequenos goles, sem pressa.
Ela sabia que não podia se deixar sucumbir. Marina ainda estava esperando por ela em casa. Ela precisava se manter forte.

Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: Dr. Lucas, Sua Esposa Disse Que Não te Quer Mais
Escritor vc nunca teve filhos? Que maldade é essa com essa criança? Rejeitada por todos, só tem 5 anos. Amolece o coração desses seus personagens pq é impossível existir pessoas tão escritas assim. Afinal....
Que adultos, TODOS, miseráveis...a criança é criança, e estes adultos são lixos desde a mãe postiça , pai, vós família etc... Horrível...