Valentina acabou decidindo ir ao País K. Ela contou sua decisão para Marcos.
Marcos, preocupado com a ideia de ela viajar sozinha, insistiu em acompanhá-la. Valentina concordou, achando que seria mais seguro ter companhia.
Naquela mesma noite, os dois embarcaram no jato particular da família Ramos rumo ao País K. Após um voo noturno, eles chegaram ao destino às dez da manhã, horário local.
Assim que saíram do aeroporto, a assistente pessoal de Rivaldo, uma mulher com um ar frio e profissional, já os aguardava. A mulher os conduziu até uma van executiva preta.
O veículo deixou o aeroporto e seguiu em direção ao centro da cidade. A viagem durou quarenta minutos, e durante todo o trajeto o silêncio reinou dentro do carro.
Quanto mais se aproximavam do destino, mais Valentina sentia o coração apertar.
Marcos, percebendo a tensão dela, colocou uma das mãos em seu ombro, num gesto tranquilizador.
Valentina virou o rosto para ele.
— Valentina, não se preocupe. Eu estou aqui com você. — Marcos sorriu de forma calorosa. — Nós vamos trazer o seu filho de volta para casa juntos.
Os olhos de Valentina se encheram de lágrimas, mas ela conseguiu controlar a emoção. Deu um leve aceno com a cabeça, agradecendo silenciosamente.
…
A van executiva entrou no imenso terreno da propriedade privada de Rivaldo e parou em frente à mansão principal. A assistente de Rivaldo conduziu Valentina e Marcos até a sala de estar.
Rivaldo estava sentado em um dos sofás. Suas longas pernas estavam cruzadas, e ele se apoiava preguiçosamente no encosto enquanto fumava um charuto. Ele levantou as sobrancelhas ao vê-los entrar, segurando o charuto entre os dedos e soltando um anel de fumaça no ar.
— Ah, vocês chegaram! Não sejam tímidos, sentem-se. Já somos velhos conhecidos, né?
A atitude desleixada e provocadora de Rivaldo era típica dele. Valentina e Marcos já estavam acostumados com esse comportamento e não perderam tempo discutindo. Os dois trocaram um breve olhar e permaneceram de pé.
— Rivaldo, onde está o meu filho? — Valentina perguntou diretamente.
— Pra que essa pressa toda? — Rivaldo respondeu, soltando uma risada. — Vocês passaram a noite inteira viajando. Devem estar exaustos. Que tal um café antes? Marcos, experimente o meu café. Trouxe esses grãos de alta qualidade do Uruguai. Tenho certeza de que você vai gostar.
— Rivaldo, chega de enrolação. — Marcos interrompeu, com um olhar firme. — Nós viemos aqui para levar o filho da Valentina de volta. Se você é homem de verdade, pare de usar uma criança inocente como moeda de troca e entregue-o agora mesmo.
Rivaldo arqueou uma sobrancelha, claramente se divertindo com a impaciência deles.
— Vocês dois são mesmo apressados, hein? Tudo bem, tudo bem. Um convidado que vem de longe merece ter seu pedido atendido.
VERIFYCAPTCHA_LABEL
Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: Dr. Lucas, Sua Esposa Disse Que Não te Quer Mais