O resultado do exame mostrou que Gabriel não tinha nenhuma relação biológica com o pai de Gael.
Quando recebeu essa notícia, Lucas manteve a compostura, mas, por dentro, estava lutando para se segurar.
Durante os três dias que passou no País K para encontrar Noah, ele não demonstrou qualquer sinal de anormalidade. Parecia o mesmo homem sempre controlado e imperturbável.
No entanto, antes de voltar para o país, Lucas fez uma visita ao Dr. Félix. Foi lá que ele sofreu outra crise. Se não fosse pela experiência de Félix e sua intervenção imediata, Lucas talvez não tivesse sobrevivido àquele dia.
Mas ninguém sabia sobre isso, exceto Gustavo, o Dr. Félix e Eduardo.
Após uma semana de tratamento sigiloso, Lucas ordenou que Gustavo levasse Gabriel ao País K como parte do acordo com Rivaldo.
Mesmo assim, Rivaldo ainda se recusava a liberar Noah.
Noah, ao nascer, esteve em estado crítico. Foi o time de pesquisa médica do centro de Rivaldo que lutou para mantê-lo vivo. Entre os tratamentos, havia uma injeção que precisava ser administrada periodicamente. Até agora, faltava apenas uma última dose.
Essa última dose era o único trunfo que Rivaldo tinha contra Lucas.
— Rivaldo, deixe-os sair.
As palavras de Lucas ecoaram na sala. Rivaldo hesitou por um momento.
Lucas ergueu os olhos e lançou um olhar rápido para a câmera de segurança no canto da sala.
— Se eu não estiver errado, Valentina e Marcos estão assistindo a tudo neste exato momento, né?
Rivaldo soltou uma risada, claramente impressionado.
— Lucas, você nunca me decepciona. Até isso você conseguiu adivinhar?
— Acho que já te conheço o suficiente. — Lucas respondeu com uma calma inabalável, encarando Rivaldo. — Você fez tudo isso para nos trazer até aqui só para assistir o espetáculo, não é?
— Exatamente. Desde que o Gael morreu, minha vida tem sido incrivelmente sem graça. — Rivaldo riu, mas seu olhar ficou sombrio ao encarar Lucas. — Lucas, se não fosse por você, o Gael ainda estaria vivo.
— Então essa culpa é minha. Não precisa envolver mais ninguém. — Lucas respondeu com a voz tranquila, sem demonstrar qualquer emoção. — Eu e Valentina já estamos divorciados. Para mim, ela agora é apenas a mãe biológica dos meus filhos. Você não tem motivo para dificultar a vida dela.
— Lucas, você acha que sou idiota para cair nesse papo?
— Acredite no que quiser. — Lucas manteve o tom neutro. — Deixe Valentina levar meu filho. Eu fico aqui. Faça o que quiser comigo.
Lucas, ao ver Valentina, franziu levemente a testa. Ele não disse nada, apenas se abaixou e colocou Noah no chão cuidadosamente.
— Aquela é a sua mãe. — Lucas disse, enquanto passava a mão de leve na cabeça do menino. — Vá até ela.
Noah, obediente, começou a caminhar em direção a Valentina.
Valentina correu para ele, ajoelhando-se no chão e puxando o filho para um abraço apertado.
Noah ficou confuso por um momento, sem entender o que estava acontecendo.
Valentina envolveu o corpo pequeno e magro de Noah com os braços, segurando-o como se nunca mais quisesse soltá-lo. Toda a dor e angústia que ela havia reprimido por tanto tempo finalmente transbordaram.
— Me perdoa, meu filho! Me perdoa! — Valentina chorava descontroladamente. — A mamãe não conseguiu te proteger… Eu sinto muito, meu anjo…
O som do choro abafado de Valentina ecoava pela sala, carregado de dor e arrependimento.
Marcos, parado ao lado, observava a cena com os olhos marejados. Ele não conseguiu evitar que a emoção o tomasse.

Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: Dr. Lucas, Sua Esposa Disse Que Não te Quer Mais
Escritor vc nunca teve filhos? Que maldade é essa com essa criança? Rejeitada por todos, só tem 5 anos. Amolece o coração desses seus personagens pq é impossível existir pessoas tão escritas assim. Afinal....
Que adultos, TODOS, miseráveis...a criança é criança, e estes adultos são lixos desde a mãe postiça , pai, vós família etc... Horrível...