Vasco segurava a cintura fina de Isabela enquanto empurrava uma porta.
Dentro do camarote, não havia mais ninguém. Sobre a mesa, descansavam algumas frutas e garrafas de bebida.
A porta pesada se fechou atrás deles, isolando o som alto que vinha de fora.
Isabela foi pressionada contra a parede por Vasco. Uma das mãos dele segurava firmemente sua cintura, enquanto a outra apertava delicadamente o queixo dela. Seus lábios já estavam perigosamente próximos.
— Espera.
Os dedos finos e bem cuidados de Isabela pousaram sobre os lábios de Vasco. Seus lábios vermelhos como fogo esboçaram um sorriso provocante.
— Vasco, não tenha pressa. Temos a noite toda, não temos?
Vasco estreitou os olhos e perguntou:
— O Lucas permite você passar a noite fora assim?
— Ele? — Isabela sorriu, deslizando os dedos pela gravata de Vasco. — Ele tá acabado. Passa mais tempo dormindo do que acordado. Se eu volto ou não pra casa, ele nem deve perceber.
Vasco arqueou uma sobrancelha.
— Então é verdade que o Lucas tá gravemente doente?
Isabela soltou uma risada leve, olhando diretamente para ele.
— Vasco, você já ouviu os rumores, mas ainda não acredita em mim?
— É difícil acreditar. — Vasco riu, mas havia um brilho frio por trás das lentes de seus óculos. — Afinal, estamos falando do Lucas, o homem que praticamente controla a economia de Cidade B. Eu ainda queria enfrentá-lo no mercado, mas agora parece que ele não vai durar muito tempo.
Isabela suspirou, um toque de arrependimento em sua voz.
— Pois é. Quando aceitei ficar noiva dele, foi exatamente por causa do poder e da influência que ele tinha. Mas, pelo jeito, ele não vai sobreviver ao verão. Preciso começar a pensar no meu futuro.
Vasco passou o polegar pela pele macia de Isabela e comentou:
— Pelo que sei, a ex-mulher dele deu a ele um casal de gêmeos. Ele até levou o menino para ser oficialmente reconhecido pela família Montenegro.
— Isso mesmo! — Isabela franziu a testa, visivelmente aborrecida. — Só de pensar nisso já fico irritada. Lucas garantiu um herdeiro pra ele, mas e eu? Eu mal me tornei noiva e, quando ele morrer, vou ficar sem nenhum benefício.
— Se é assim, que tal eu resolver o problema da criança pra você?
Isabela arregalou os olhos e franziu a testa.
— Vasco, você só pode estar brincando.
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