Marcos era alto, e o homem que ele estava ajudando parecia mais magro e frágil ao seu lado.
No momento, o homem bêbado estava apoiado no ombro de Marcos, choramingando e repetindo entre soluços:
— Você não me ama... Por que você não me ama mais?
Isabela levantou uma sobrancelha, seus lábios vermelhos se curvaram em um sorriso travesso, e, de repente, um assobio escapou de sua boca.
Marcos parou de andar e levantou os olhos para ela.
Quando seus olhares se cruzaram, a expressão de desgosto de Marcos era evidente. Nem mesmo a escuridão da noite conseguia esconder o desprezo nos olhos dele.
Isabela percebeu com clareza, mas não se abalou nem um pouco.
Seu olhar passou pelo rosto do homem bêbado e voltou para Marcos.
Ela arqueou uma sobrancelha bem desenhada e lançou um olhar provocante para ele:
— Marcos, então você joga nos dois times, é?
— Vai embora. — A resposta curta e grossa de Marcos saiu com frieza.
— Ih, ficou nervoso! — Isabela assobiou de novo, abriu a porta do carro e se inclinou para entrar.
O vidro da janela do motorista desceu, e Isabela colocou a cabeça para fora. Ela olhou para Marcos e começou a cantar em voz alta:
— O amor precisa de coragem pra enfrentar os boatos da vida...
Marcos pensou, irritado, que aquela mulher só podia ser maluca.
Isabela ligou o carro e começou a dar ré lentamente para sair da vaga.
Antes de partir, ela lançou um último olhar para Marcos pelo retrovisor. Seus lábios vermelhos se curvaram em um sorriso enquanto uma mão delicada saía pela janela.
— Marcos, até a próxima, se o destino quiser!
Com um ronco poderoso, o carro de luxo acelerou como uma flecha, desaparecendo pela avenida em questão de segundos.
Marcos resmungou mentalmente sobre o péssimo gosto de Lucas para mulheres. Como ele poderia escolher alguém como Isabela? Em seguida, ele ajudou Ian a entrar no carro e partiu.
Depois de deixar Ian em casa, Marcos só conseguiu voltar ao Retiro das Nuvens quase à uma da manhã.
A mansão estava silenciosa naquela hora da noite. Marcos foi direto para o quarto, tomou um banho rápido e se jogou na cama.
…
Por volta das seis da manhã, o choro de um bebê ecoou pelo quarto ao lado.
Lívia, que costumava ser uma campeã em dormir até tarde, tinha sua rotina completamente transformada desde que Tomas nasceu. Agora, seu relógio biológico seguia o ritmo do bebê.
Ela abriu os olhos, olhou para Valentina, que ainda dormia ao seu lado, e saiu da cama cuidadosamente para não acordá-la.
Lívia abriu a porta do quarto sem fazer barulho, saiu e a fechou com suavidade.
Assim que ouviu a porta se fechar, Valentina abriu os olhos lentamente.
Na verdade, ela tinha ido dormir por volta das três da manhã, mas acordou antes das cinco e não conseguiu mais pegar no sono. No entanto, para não preocupar Lívia, ela fingiu estar dormindo.
Sem conseguir descansar, Valentina levantou-se e foi direto ao banheiro para se arrumar.
Quando saiu do quarto, já vestida, deu de cara com Marcos, que estava pronto para sua corrida matinal.
— Hoje você acordou cedo, hein? — Marcos comentou, surpreso.
— Acordei antes das cinco.
— Tem algum compromisso logo cedo? — Ele perguntou.
— Não. — Valentina hesitou um pouco antes de responder. — Acho que é porque a Marina não está aqui. Não consegui me acostumar com isso.
Marcos entendeu imediatamente.
Era a primeira vez que Marina, filha de Valentina, passava a noite na casa de Lucas. É claro que Valentina estava preocupada com a filha, mas isso era algo que só o tempo ajudaria a resolver.
Depois de pensar por um momento, Marcos sugeriu:
— Que tal correr comigo? O ar da manhã é ótimo. Quem sabe isso não ajuda você a dormir melhor à noite?
Valentina pensou um pouco e concordou.
— Vou trocar de roupa. Me espera um minuto.
— Claro.
Pouco depois, Valentina voltou vestida com roupas de ginástica, e os dois seguiram juntos para o parque ao lado do condomínio para se exercitar.
Marcos, que normalmente corria em um ritmo intenso, desacelerou para acompanhar Valentina.



VERIFYCAPTCHA_LABEL
Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: Dr. Lucas, Sua Esposa Disse Que Não te Quer Mais