Valentina ouviu tudo com uma expressão tranquila e não perguntou nada.
Ela se abaixou para pegar Noah no colo, deu um beijo na bochecha dele e perguntou com um tom doce:
— Você vai poder passar vários dias comigo e com a Marina. Está feliz?
Noah assentiu com a cabeça, comportado.
— Estou, sim.
Valentina acariciou os cabelos do filho.
— Então, você quer brincar em casa ou ir para o curso de férias com a Marina?
— Ir com a Marina.
— Certo. Amanhã eu mesma vou levar você para falar com a professora dela. A Marina escolheu a aula de música porque ela adora música. E você, o que gosta?
Noah pensou por um momento antes de responder:
— Lego!
— Combinado. Amanhã eu falo com a professora.
— Obrigado, mamãe.
— Meu amor, você é tão obediente. — Valentina sorriu. — Então hoje vamos brincar em casa, combinado?
Noah assentiu novamente.
— Combinado.
Daniela e Renata subiram as bagagens para o andar de cima.
Valentina se sentou no sofá da sala e olhou para o filho ao seu lado.
— Trouxe alguma lição de casa desta vez?
Noah balançou a cabeça.
— O papai disse que eu posso descansar por um tempo.
Valentina olhou para o menino com carinho. Depois de um breve silêncio, ela respondeu baixinho:
— Tudo bem, eu entendi.
…
Já passava da meia-noite quando o carro de Eduardo estacionou no Retiro das Nuvens.
Ele desceu do veículo e entrou na casa com passos leves, caminhando direto para o segundo andar.
— Estamos na casa do Marcos. Já é suficiente eu trazer o Tomas, e você ainda insistiu em vir junto. Se eu trouxesse a babá também, ia parecer o quê?
— O Marcos é tão rico que não se importaria com esse tipo de coisa.
— Cala a boca! Você é que não tem vergonha na cara! — Lívia tentou empurrá-lo, mas Eduardo era forte demais.
Ele abaixou a cabeça e a beijou profundamente, um beijo carregado de paixão. À medida que o beijo se intensificava, os dois começaram a se envolver mais.
Lívia havia tido um parto normal, e Tomas já estava quase completando quatro meses. Em teoria, eles já poderiam retomar a vida íntima. Mas Eduardo sempre fora cuidadoso com Lívia e queria esperar mais tempo, pelo menos seis meses, antes de tomar qualquer iniciativa.
No entanto, no último momento, Eduardo parou. Ele a segurou nos braços, ainda ofegante, e disse com a voz rouca:
— Lívia, calma. Não se mexa. Só me deixa te abraçar por um tempo.
Lívia estava completamente corada, o rosto quente. Eduardo era um verdadeiro canalha… Ela não conseguiu impedir que sua mente fosse invadida, sem querer, pelas lembranças da intimidade que tivera com ele antes da perda de memória, como cenas que se projetavam em sua cabeça.
Desde que Lívia recuperara a memória, essa era a primeira vez que ela tinha um momento tão íntimo com Eduardo. Ela ainda se sentia um pouco desconfortável com isso, sem saber exatamente como agir.
Ela decidiu não se mover, ficando quieta nos braços de Eduardo. Os dois permaneceram abraçados, e aquele momento só deles era reconfortante e cheio de ternura.
Lívia tinha que admitir que gostava bastante daquele tipo de vida. Mas, ao pensar em Lucas, seu coração ficou mais pesado.
— Eduardo. — Lívia levantou o olhar para ele. — O Lucas está morrendo, né?
Eduardo ficou paralisado por um instante.

Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: Dr. Lucas, Sua Esposa Disse Que Não te Quer Mais
Escritor vc nunca teve filhos? Que maldade é essa com essa criança? Rejeitada por todos, só tem 5 anos. Amolece o coração desses seus personagens pq é impossível existir pessoas tão escritas assim. Afinal....
Que adultos, TODOS, miseráveis...a criança é criança, e estes adultos são lixos desde a mãe postiça , pai, vós família etc... Horrível...