Ele pegou o celular. Era uma ligação de Isabela.
Lucas hesitou por um instante antes de atender.
— Lucas, encontre um lugar onde ninguém possa ouvir. Preciso falar algo muito importante!
Lucas franziu a testa, lançou um olhar para Valentina e se afastou, indo para um canto mais reservado. Em seguida, perguntou, com a voz baixa:
— Pode falar agora.
— Meus informantes disseram que ontem algumas pessoas suspeitas entraram no país. — Informou Isabela, com um tom de voz sério. — Tem algo estranho nisso. Acho melhor você voltar logo, e, por precaução, peça para a Valentina e as crianças ficarem em casa durante os próximos dias.
O rosto de Lucas ficou sombrio. Ele respirou fundo antes de responder:
— Entendido.
Depois de encerrar a ligação, Lucas voltou até Valentina e disse:
— Vamos encerrar o passeio por aqui. Leve as crianças para casa e, nos próximos dias, evite sair com elas.
Valentina franziu levemente a testa.
— Por que não podemos sair? O que está acontecendo?
— É pelo bem das crianças. Confie em mim, está bem? — Lucas falou com um tom sério e firme.
Valentina o encarou por alguns segundos, em silêncio, enquanto as palavras que Isabela lhe dissera anteriormente vinham à sua mente.
Sem fazer mais perguntas, ela respondeu secamente:
— Entendido.
Marina, por outro lado, estava relutante em se despedir do pai. No percurso do parque até a saída, ela insistiu para que Lucas a carregasse no colo.
Já no estacionamento, Lucas ainda segurava Marina, que começava a chorar baixinho. Valentina percebeu que a filha estava especialmente emotiva naquele dia, o que a deixou ainda mais inquieta.
Quando Valentina destravou o carro e abriu a porta, Lucas fez menção de colocar Marina no assento, mas, de repente, ele sentiu algo diferente. Suas sobrancelhas se uniram em um vinco profundo, e ele hesitou.
Depois de alguns segundos, ele segurou Marina com mais firmeza, virou-se para Valentina e disse:
— Melhor que o Gustavo leve vocês para casa.
Valentina segurava a filha que ainda choramingava, e seu coração estava apertado por uma sensação crescente de perigo. Ela olhou para Lucas, buscando respostas.
Lucas devolveu o olhar, seus olhos negros cheios de seriedade e determinação.
— Valentina, não pergunte nada. Apenas leve as crianças para casa.
O coração de Valentina batia acelerado. Uma sensação de urgência e um medo inexplicável tomaram conta dela. Seu instinto dizia que o lugar onde estavam não era seguro.
Ela apertou Marina contra si, sentindo que não podia arriscar a segurança dos filhos. Não havia mais tempo a perder.
— Jane, pegue o Noah. — Disse Valentina, com firmeza.
Jane rapidamente pegou Noah no colo e seguiu Valentina e Gustavo em direção ao Maybach de Lucas.
A porta do carro foi aberta e fechada. Assim que todos estavam dentro, Gustavo deu partida imediatamente.
Noah, sentado no colo de Jane, olhou pela janela e viu o pai entrando em outro carro.
O menino e o pai trocaram um último olhar através do vidro. Era um olhar inocente de despedida, mas Noah ainda não sabia que seria a última vez que veria Lucas. Aquela troca de olhares marcaria a separação definitiva entre os dois.

Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: Dr. Lucas, Sua Esposa Disse Que Não te Quer Mais
Escritor vc nunca teve filhos? Que maldade é essa com essa criança? Rejeitada por todos, só tem 5 anos. Amolece o coração desses seus personagens pq é impossível existir pessoas tão escritas assim. Afinal....
Que adultos, TODOS, miseráveis...a criança é criança, e estes adultos são lixos desde a mãe postiça , pai, vós família etc... Horrível...