— Valentina? Valentina...
Valentina abriu os olhos lentamente. O homem ao seu lado se levantou de repente, inclinando-se na direção dela.
— Valentina, você acordou! Como está se sentindo?
Ela fixou o olhar em Marcos, mas parecia estar um pouco desorientada.
Ela havia sonhado com Lucas novamente...
Marcos, percebendo que ela não respondia, estendeu a mão para tocar sua testa.
— Você não está com febre... Será que bateu a cabeça e teve uma concussão?
Valentina saiu do estado de torpor e encontrou os olhos preocupados de Marcos.
— Estou bem.
— Que susto! — Marcos suspirou aliviado. — Ainda bem que a sua cabeça não foi afetada!
— Como você soube que sofri um acidente?
— Um bom samaritano ligou para chamar a ambulância. Recebi o telefonema do Eduardo e só então soube do que aconteceu.
— Você viu quem era essa pessoa? — Valentina perguntou.
— Não. Por quê?
Valentina manteve a expressão tranquila.
— Essa pessoa salvou minha vida. Eu gostaria de agradecê-la pessoalmente.
— Ah, parece que havia várias pessoas ajudando. Alguém chamou a polícia, outro ligou para a ambulância... Acho que ninguém deixou o nome ou contato.
Ao ouvir isso, Valentina não insistiu mais. Talvez tudo não passasse de um sonho.
Mas, ao lembrar da ligação que recebeu antes do acidente, Valentina se sentou bruscamente.
— Não se mexa! — Marcos rapidamente a empurrou de volta para a cama, franzindo a testa. — Você ainda está com a agulha do soro na mão!
— E meu carro? — Perguntou Valentina com urgência. — Tinha algo muito importante dentro dele!
— Já mandei levar o carro para a oficina. Tirei tudo que estava lá dentro antes. Está tudo guardado no meu carro, então não precisa se preocupar.
— Você viu um pacote de balas?
— Balas? — Marcos balançou a cabeça. — Não, não vi nada disso.
Não viu?

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