Bastian só voltou à noite.
Quando ele chegou, Zita já havia retornado para o quarto dela, e Valentina estava sentada na sala de estar, no primeiro andar.
Bastian entrou e, ao vê-la sozinha no sofá, caminhou até ela. Ele a observou por um instante antes de perguntar:
— Você está me esperando?
Valentina levantou os olhos para ele.
— Bastian, precisamos conversar.
Bastian curvou os lábios em um sorriso.
— Se for para falar sobre o casamento, tudo bem. Caso contrário, não há necessidade.
— Tudo bem. — Valentina manteve o rosto frio. — Eu aceito me casar com você, mas com algumas condições. Nosso casamento deve ser oficializado no país, e quero que assinemos um contrato pré-nupcial. Nossos bens precisam ser registrados e separados legalmente.
Bastian fixou os olhos nela, claramente surpreso com a mudança repentina em sua atitude.
Mas, em poucos segundos, ele compreendeu.
— O que a Zita te disse?
— O que ela poderia me dizer? — Valentina soltou uma risada fria. — Ela está completamente fora de si agora. De um lado, ela está esperando um filho seu, e, do outro, está me incentivando a casar com você. Bastian, tenho que admitir que você fez um excelente trabalho ao lavar o cérebro dela.
— Valentina, você está me julgando errado. — Bastian se aproximou e segurou delicadamente o queixo dela. — Cada pessoa tem uma definição de amor. Para mim, amor é posse, é ter alguém para si. Mas, para Zita, amor é sacrifício, é abrir mão.
— Então vocês dois, na verdade, são perfeitos um para o outro. — Valentina o encarou com firmeza. — Vocês deveriam se casar.
— O problema é que eu não a amo. — Bastian passou o polegar pelos lábios de Valentina com um toque suave. — Valentina, eu sei que você me odeia agora, mas já parou para pensar que nem eu queria ser assim? Eu simplesmente não consigo controlar o que sinto por você.
Valentina o empurrou, dando alguns passos para trás.
— Bastian, eu disse que aceito me casar com você, mas, até lá, exijo que me respeite.
Bastian a olhou e balançou a cabeça com um semblante frustrado.
— Está vendo? Você foge de mim como se eu fosse uma praga. Não está agindo de verdade. Está tentando me enganar para que eu te leve de volta ao país. Valentina, você ainda é muito ingênua.
— Bastian, o que você quer de mim? — Valentina finalmente perdeu a paciência e gritou. — Por que você não pode simplesmente me deixar em paz?


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