Era uma coroa que Lucas havia mandado fazer especialmente para ela. Pequena, delicada, com diamantes verdadeiros. Uma peça de seis dígitos.
A pequena princesa estava sentada no colo do pai. Com a voz animada, apontou para o copo de suco:
— Papai, quero suco!
Lucas pegou o copo de suco e o levou até a boca da filha, mas a lembrou gentilmente:
— Só pode tomar um golinho. Mamãe disse que você tem que comer primeiro. Depois de comer, pode tomar o copo inteiro.
— Eu já sei! — Respondeu Marina, depois de dar um pequeno gole no suco. — Papai, quero comer aquela carninha ali.
Lucas, sempre atento, atendeu prontamente ao pedido da filha. Ele cuidava dela com naturalidade, como se fosse a coisa mais simples do mundo.
Os outros, ao observarem as seguidas cenas de mimos e pedidos da pequena, trocaram olhares cúmplices, mas ninguém ousou estragar o momento.
Afinal, Marina já estava prestes a completar cinco anos. Era uma verdadeira “profissional” quando se tratava de comer. Nas refeições, ela sempre se sentava sozinha na cadeirinha de bebê e comia com apetite. Quem se lembrava da última vez que ela precisou de tanta atenção assim?
E aquele tom manhoso e a vozinha fina e doce que ela usava para pedir as coisas? Não tinha como não notar. Marcos, sentado à mesa, estava claramente enciumado.
— Lucas, você nunca pensou que ela pode estar fingindo? — Perguntou ele, olhando para Lucas com uma ponta de provocação na voz.
— Claro que sei. — Lucas sorriu e bagunçou os cabelos da filha. — Mas se Marina está feliz, isso é o que importa.
Marcos revirou os olhos, sem palavras.
Isabela, segurando uma taça de vinho, balançou o líquido no copo com elegância. Ela olhou para Marcos e comentou com um sorriso:
— Um padrinho nunca vai superar o pai, né?
Marcos lançou um olhar afiado para Isabela.
— Cala a boca. Ninguém te pediu opinião.
— Mas eu gosto de dar opinião! — Isabela deu um gole no vinho e, com um sorriso provocador, continuou. — Marcos, se você gosta tanto de crianças, por que não tem a sua? Se não encontrar alguém para ter filhos com você, pode me considerar. Meu corpo é ótimo, e eu garanto que nossos filhos seriam fáceis de criar.
— Sem vergonha! — Marcos se levantou abruptamente. — Não consigo conversar com uma mulher como você.
Ele pegou seu prato e foi se sentar em outro lugar, o mais longe possível de Isabela.
Mas Isabela apenas sorriu com os lábios rubros, pegou o próprio prato e foi atrás dele.
Marcos percebeu e, sem dizer uma palavra, largou os talheres e saiu andando.
— Ei, para onde você vai? — Perguntou Isabela, largando o prato e correndo atrás dele.
Zita, que estava sentada ao lado, observou a cena com um sorriso discreto e piscou os olhos, achando graça da interação.

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