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Dr. Lucas, Sua Esposa Disse Que Não te Quer Mais romance Capítulo 697

Isadora voltou do mercado com o porta-malas do carro cheio de ingredientes. Assim que chegou em casa, ela chamou Renata e Daniela para ajudá-la na cozinha.

A cozinha ficou movimentada, com o fogão a todo vapor. As três mulheres, enquanto cozinhavam, conversavam e riam alto, sem parar. Não se sabia exatamente sobre o que falavam, mas o som das risadas preenchia o ambiente, tornando o momento leve e animado.

Elas ficaram ocupadas até as sete da noite, quando a mesa da sala de jantar finalmente estava coberta de pratos deliciosos.

— A comida está servida! Venham todos jantar! — Isadora anunciou com entusiasmo, chamando todos para a mesa.

As pessoas, uma a uma, começaram a se levantar e caminhar em direção à mesa.

Pouco antes de todos se acomodarem, Nicolas chegou pontualmente, carregando algumas caixas de suplementos e presentes de Natal.

— Só vim aproveitar a comida e, de quebra, deixar meus votos de Feliz Natal adiantado. — Ele brincou, com seu habitual bom humor.

Isadora riu da pontualidade dele.

— Você tem um faro incrível, hein? Chegou exatamente na hora de comer!

Nicolas, com seu carisma natural, rapidamente se envolveu na conversa. Ele tinha um talento especial para lidar com os mais velhos, e sua conversa fácil conquistou Isadora e os demais. As risadas e os elogios de Isadora ao comportamento impecável de Nicolas não paravam.

Lucas, que observava a interação à distância, sentiu uma pontada de inveja. Ele sabia que não tinha o mesmo dom de Nicolas para lidar com pessoas, especialmente com os mais velhos. A facilidade com que Nicolas cativava todos ao seu redor era algo que Lucas admirava, mas sabia que não era capaz de reproduzir. Pela primeira vez, Lucas pensou que inteligência emocional era, sim, uma habilidade valiosa.

Ele baixou os olhos e, em silêncio, se afastou para um canto mais tranquilo. Lá, sentou-se com seus dois filhos, enquanto observava Valentina, que havia sido colocada por Isadora ao lado de Nicolas.

Lucas percebeu a intenção de Isadora, e isso o fez abaixar ainda mais o olhar, escondendo a melancolia que cintilava em seus olhos.

À mesa de jantar, uma enorme mesa de mármore para vinte pessoas, todos tomaram seus lugares.

A mesa estava repleta de pratos variados e saborosos, preparados com carinho.

As conversas fluíam animadas. Os homens brindavam com vinho ou cerveja, enquanto as mulheres, com copos de suco, levantavam suas taças para celebrar.

Todos, em uníssono, desejaram a Valentina uma recuperação plena e uma vida longa e saudável.

— Para que, de agora em diante, todos os anos sejam tranquilos e felizes! — Alguém exclamou, e as taças se chocaram com um tilintar alegre.

Quando o relógio se aproximava da meia-noite, a animada reunião chegou ao fim.

Nicolas se levantou para se despedir. Antes de ir, Isadora, com seu jeito caloroso, insistiu:

— Não se esqueça de vir nos visitar mais vezes, Nicolas!

— Pode deixar, será um prazer. — Ele respondeu com um sorriso sincero.

Enquanto isso, Valentina, que ainda não estava completamente recuperada, foi gentilmente mandada para o quarto por Isadora às dez da noite, para que pudesse descansar.

Depois que todos foram embora, Isadora, Álvaro, Frederico e Camila também se retiraram para seus quartos. Renata e Daniela ficaram na cozinha, terminando de organizar a bagunça.

No quarto principal, no segundo andar, Valentina tinha acabado de sair do banho. Ela vestia um robe macio e estava secando os cabelos quando ouviu batidas na porta.

Ao abrir, encontrou Lucas do outro lado.

— Um presente de Natal. — Lucas disse, entregando a ela uma sacola de presente.

Valentina olhou para ele e não pôde evitar um sorriso.

— Você também está imitando o Nicolas e entregando presentes adiantados?

— Passei por um shopping hoje e resolvi dar uma olhada. Achei que isso combinava com você, então comprei. — Ele respondeu, com simplicidade.

Valentina pegou o presente e brincou:

— Isso significa que agora eu preciso te dar algo em troca, né?

Lucas ficou surpreso com a sugestão. Ele não esperava nada dela.

Lucas mal acreditava no que ouvia.

— Você tem certeza?

— Claro. — Valentina respondeu, com um tom calmo. — Mas é só uma sugestão. Caso você…

— Eu fico. — Lucas respondeu rapidamente. — Você tem razão. Se Marina ou Noah acordarem à noite, eu posso ajudar imediatamente.

— Então, obrigada. — Valentina disse, pausando por um instante antes de concluir. — Boa noite. Eu vou dormir.

— Boa noite.

Os dois trocaram um último olhar antes de Valentina fechar a porta.

Lucas, então, caminhou em direção ao quarto infantil.

O corredor estava silencioso e escuro, mas o coração de Lucas estava acelerado. Ele sentia o sangue pulsar com força, como se uma nova esperança tivesse nascido dentro dele.

Dentro do quarto, Valentina encostou-se na porta fechada e cobriu o rosto com as mãos.

Suas bochechas estavam quentes, mas ela sabia que não era febre.

Ela suspirou, sentindo-se um pouco derrotada por suas próprias emoções.

As palavras de Lívia ecoavam em sua mente.

Ela levantou os olhos, olhando para o teto, sem saber ao certo o que estava sentindo.

Depois de tudo que havia passado, ela sabia que a saúde e a paz eram mais importantes do que qualquer outra coisa.

Quanto aos sentimentos… Bem, o futuro diria. Ela decidiu deixar as coisas seguirem o curso natural.

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