Durante a noite, tinha chovido. O ar da manhã estava fresco, carregado com o perfume de flores e grama molhada. A luz suave do amanhecer atravessava as cortinas, enquanto os pássaros cantavam alegremente nos galhos das árvores.
Marina se virou na cama, e um de seus pequenos pés voou sem aviso, acertando em cheio o nariz bem definido de Lucas.
Com um som abafado de dor, Lucas, que estava profundamente adormecido, levou a mão ao nariz e abriu os olhos, franzindo a testa.
A pequena Marina também acordou, mas não percebeu que tinha chutado o pai. Em vez disso, ficou radiante ao vê-lo ao seu lado.
— Papai! — Marina se arrastou pela cama, aproximando seu rostinho do de Lucas. Seus grandes olhos brilhantes piscavam com alegria. — Bom dia!
Diante de uma cena tão carinhosa, Lucas simplesmente não tinha como resistir. Mesmo que tivesse quebrado o nariz, valeria a pena.
Ele estendeu a mão para bagunçar os cabelos desarrumados da filha.
— Bom dia, minha princesa.
— Papai, por que você estava segurando o nariz agora há pouco? — Marina inclinou a cabeça, curiosa. — Foi porque o Noah soltou um pum escondido?
Noah, que começava a despertar lentamente, ouviu a acusação da irmã ao abrir os olhos. Ainda meio grogue, ele se sentou na cama, esfregou os olhos e franziu a testa, olhando para Marina.
— Marina, eu não soltei pum!
— Ah, então não foi você? Também não fui eu! — Marina respondeu, com uma expressão inocente. Seus olhinhos logo se voltaram para Lucas, brilhando de curiosidade.
Lucas suspirou, balançando a cabeça.
— Também não foi o papai.
— Então foi… — Marina olhou para o lado vazio da cama. — Hã? A mamãe não está aqui! Então também não foi a mamãe!
Lucas piscou, surpreso ao perceber que o lugar de Valentina na cama tinha sido substituído por um travesseiro. Ele se sentou, olhou para o relógio e viu que ainda não eram nem sete e meia. Valentina já tinha se levantado tão cedo assim?
Enquanto isso, os dois irmãos ainda estavam discutindo quem poderia ter soltado o suposto pum que fez o pai tampar o nariz.
— Noah, mentir não é coisa de criança boa! Se foi você, tem que admitir.
Noah colocou as mãos na cintura e, com uma expressão séria, repetiu:

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