— Carolina, não me ameace com divórcio. — Nicolas cerrou os dentes, irritado.
— Tudo bem, então não nos divorciamos — disse Carolina, com um tom frio e direto. — Mas você vai cortar todos os laços com a Suelen.
Nicolas não suportava o jeito decidido e implacável de Carolina. Sua expressão endureceu, carregada de irritação.
— Eu pago o que quiser pela Suelen, e você não tem nada a ver com isso. Carolina, nossos bens são separados, então não venha criar confusão sem motivos!
— Dois bilhões. — Carolina soltou uma risada gelada. — Você gastou tanto dinheiro com ela. Acha que falta muito para levar ela para a cama?
— Carolina! — Nicolas elevou o tom de voz, visivelmente furioso.
— Ficou sem graça? — Ela o encarou com olhos repletos de frieza, sem nenhuma sombra do olhar apaixonado do passado. Só restava desprezo e sarcasmo. — Nicolas, mesmo que você não tenha levado a Suelen para a cama, o que isso muda? Você gastou dois bilhões com ela. Para mim, como sua esposa, e para as pessoas de fora, isso não faz diferença. Todo mundo vai achar que você jogou dinheiro aos pés dela como se fosse sua maior prioridade. Aliás, ela nem precisa ir para a cama com você para parecer mais importante que eu. Como sua esposa de direito, eu ainda sou inferior à sua amante aos olhos alheios.
Nicolas franziu a testa, o incômodo evidente.
— Essa história não vai se espalhar… — Ele tentou argumentar, mas sua voz perdeu força.
— Vai sim. — Carolina deu uma risada sarcástica. — E se ninguém espalhar, sou eu mesma quem vai contar. Vou fazer questão que todos saibam que a estrela em ascensão Suelen é uma destruidora oficial de lares, tão habilidosa ao ponto de arrancar bilhões com lábia e charme, sem nem ter que passar pela sua cama.
— Carolina! — Nicolas rugiu, levantando a mão em um gesto ameaçador.
— Bate em mim! — Carolina levantou o queixo, desafiando-o com o olhar. — Anda, bate! Mostra como você é corajoso. Gasta dois bilhões para uma mulher de fora e levanta a mão para sua esposa, que está hospitalizada.
A mão de Nicolas ficou parada no ar. Ele estava furioso, seus pensamentos em completo caos. Palavras, frias como facas, feitas para cortar, eram tudo o que Carolina sabia entregar naquele momento, destruindo qualquer autocontrole que ele ainda pudesse ter.
Ele acreditava que tinha amadurecido com os anos, que havia aprendido a controlar melhor o próprio temperamento.
Porém, desde que se casara com Carolina, todos esses esforços pareciam inúteis. Ela sempre encontrava um jeito de tirá-lo do sério.
Ele abaixou a mão, os olhos fixos nela, cruéis e frios.
— Carolina, eu me arrependo profundamente de ter me casado com você. Uma mulher como você não merece ser querida por ninguém!
Carolina soltou uma risada debochada.
— Que coincidência! Eu também me arrependo de ter casado com você. É raro concordarmos em algo, mas veja só, aqui estamos. Então, se você quer o divórcio, sabe onde me encontrar.

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