— Eu não estou nem um pouco triste. Ainda bem que, desta vez, ele não perdeu nenhum braço ou perna. Já é motivo para agradecer aos céus.
Marília seguiu a voz com o olhar e viu Dimas conversando com um médico idoso de jaleco branco. Ao lado deles estavam duas pessoas, um homem e uma mulher, e aquele homem, pelo porte físico, lembrava bastante Anselmo.
Quando Dimas se virou, Marília o chamou:
— Pai!
Dimas ouviu e levantou os olhos:
— Mimi, você veio!
Nivaldo olhou para Marília e, sorrindo, perguntou:
— Quando foi que você ganhou outra filha? Por que não me convidou para o banquete de celebração?
Dimas estava prestes a dizer que era sua afilhada, mas Madalena se adiantou e respondeu:
— O Dimas anda com tantas coisas para resolver, e eu também não queria dar trabalho. Então preferimos não organizar nada muito elaborado.
Dimas lançou um olhar pensativo para a esposa.
Madalena continuou, sorridente:
— Afinal, cada um de nós só teve um filho. Se vocês tivessem que comemorar de novo por nossa causa, aí sim seria abusar da boa vontade, não é?
— Que nada, isso não é abuso! — Nivaldo discordou.
O celular tocou no bolso dele e, depois de atender à ligação, disse.
— O diretor está me chamando. Tenho que ir agora. Qualquer coisa, me liga. Leva o Anselmo para casa, vai ser melhor para a recuperação dele.
Nivaldo saiu às pressas.
Só então Madalena voltou o olhar para o filho.
Anselmo encarava Marília em silêncio.
A moça que estava ao lado dele também fitava Marília.
Madalena segurou a mão de Marília com um sorriso no rosto e disse:
— Anselmo, deixa a mamãe te apresentar: esta é sua irmã!

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Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: Ela é o Oceano, Eu Sou o Náufrago
Oi como fica tantos dias sem atualização 😞😞😞😕😕...
Tantos dias sem atualizações, como q da sequência em livros assim ? Cê tá Loko ....