Sem conseguir resistir ao entusiasmo da família, Cecília guardou o cartão:
— Obrigada, vovô.
Um sorriso radiante de satisfação surgiu no rosto de Francisco.
A família conversou mais um pouco e logo deixou Cecília subir para descansar.
Vanessa viu Cecília colocando aquele cartão black de cem milhões no bolso. Sentiu como se um raio a tivesse atingido, e sua visão ficou turva.
A inveja a corroía por dentro.
Aquela fortuna, aquele favoritismo, aquela glória... tudo aquilo era dela, Vanessa Rodrigues!
Aproveitando que a família ainda discutia animadamente no andar de baixo sobre a comemoração da noite...
Vanessa correu para o andar de cima, indo atrás de Cecília.
— Irmãzinha!
Ela espiou os familiares lá embaixo. Avaliando a distância e percebendo que não podiam ouvi-la, ela mordeu o lábio e disse:
— Passa para cá o cartão que o vovô te deu.
Cecília cruzou os braços, levantou levemente a sobrancelha e a encarou com um sorriso indecifrável.
O que Vanessa mais odiava era aquela pose de superioridade de Cecília. Ela era apenas uma caipira do interior que teve um pingo de sorte para voltar à família Rodrigues.
Mas isso não escondia a essência barata de uma interiorana!
Com que direito Cecília se achava tão superior na frente dela?
Vanessa apertou os dedos, lutando para reprimir a inveja que borbulhava:
— Fui eu que peguei o seu computador e entreguei para o Ivan... Ivan Lima. Quem desvendou esse caso de espionagem fui eu!
— Aquela homenagem deveria ser minha. O prêmio que o vovô te deu também deveria ser meu.
Com um olhar preguiçoso, porém carregado de deboche, Cecília encarou Vanessa em silêncio por alguns segundos. Então, soltou uma risada:
— Ah, é mesmo?
Ela deu um passo na direção de Vanessa.
Uma aura fria e esmagadora pesou sobre o ambiente.
Com os lábios curvados num sorriso cheio de sarcasmo e desprezo, ela disse:


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