As pupilas de Vanessa Rodrigues tremeram.
Ela entendeu tudo em um instante.
Cecília sabia desde o começo que a torrada estava batizada!
Ela já tinha percebido!
Mas Cecília fingiu não saber. Usou os próprios pais para forçá-la a engolir aquele café da manhã!
Cecília cavou um buraco desde o início, apenas esperando que Vanessa pulasse dentro!
Aquela caipira era cruel demais!
Apenas olhando para o rosto e os olhos de Vanessa, Cecília sabia exatamente o que passava por sua cabeça.
Era óbvio que Vanessa não achava que a culpa fosse dela.
Ela havia colocado um laxante potente na torrada e no ovo frito. E, querendo que Cecília desidratasse de tanto ir ao banheiro, ainda tinha dobrado a dose.
Com aquela quantidade, qualquer um ficaria preso no vaso sanitário por pelo menos três dias.
Mesmo uma lavagem estomacal no hospital não adiantaria muito.
Vanessa ia sofrer as consequências amargamente.
O veneno que ela mesma preparou, ela teria que suportar.
Cecília ergueu os olhos e lançou um olhar de soslaio para Vanessa. Deu um sorriso de canto, ignorou a garota e virou-se para sair.
— Você...
A visão de Vanessa escureceu de tanta raiva. Ela deu um passo largo, tentando impedir que Cecília fosse ver Sebastião Guimarães.
Mas, assim que deu o primeiro passo.
Uma cólica violenta e avassaladora a atingiu.
Seus órgãos pareciam estar sendo torcidos. A dor era tanta que seu rosto ficou pálido.
Uma sensação urgente e incontrolável despencou para baixo...
Vanessa agarrou a barriga e apertou as coxas na mesma hora.
— Vanessa. — Fernanda Almeida franziu a testa assim que Cecília saiu. — O que a Ceci quis dizer agora pouco? Como assim você fez a Vânia ter um ataque? O problema do coração da Vânia foi culpa sua?
O rosto de Vanessa estava péssimo. O suor frio escorria de dor. Ela gaguejou, tentando se explicar:
— N-Não... Mamãe, foi um mal-entendido...

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