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Ela Não Implora. Ela Enterra. romance Capítulo 156

Cecília ergueu uma sobrancelha. Seus olhos estreitos e brilhantes exalavam frieza. Ela soltou uma risada sarcástica:

— Tenta a sorte.

Mesmo através do capacete, Liliane Mendes sentiu perfeitamente... o desdém e a zombaria daquela mulher.

Liliane trincou os dentes:

— Eu tento mesmo! Você acha que pode vir aqui, roubar uma moto famosa e se passar por outra pessoa? Não tem nem coragem de tirar o capacete! Para mim, você deve ter vergonha de mostrar a própria cara!

Ela olhou para o rosto contorcido de dor de Cesar, cheia de pena, e voltou a esbravejar:

— Você se finge de ídolo do meu Cesar e ainda ousa bater nele! Você é louca!

As pupilas de Cesar se contraíram. Apoiado em Liliane, ele conseguiu ficar de pé com dificuldade.

— Se fingir...

Ele sussurrou, repetindo a palavra entre os dentes.

— Todo mundo sabe que o seu ídolo é uma mulher, Cesar. — disse Liliane. — Ela arranjou uma réplica e veio parar bem na sua frente. Não é óbvio que ela fez isso só para chamar a sua atenção?

Quanto mais Liliane falava, mais se convencia da própria teoria.

Uma piloto que estava sumida há quatro anos já tinha perdido o auge de sua juventude.

Como ela poderia simplesmente reaparecer?

No fim das contas, essas mulherzinhas de pista só sabiam usar truques sujos para seduzir os homens!

Liliane mordeu o lábio. Seu olhar para Cecília ficava cada vez mais venenoso.

Como uma vagabunda qualquer ousava tentar roubar o seu homem?!

Pelo canto do olho, Liliane percebeu que todos os amigos e capachos de Cesar haviam chegado.

Os olhos da garota brilharam com malícia. Ela imediatamente ordenou:

— Vocês aí, tirem o capacete dela! Já que ela tem a audácia de se passar pelo ídolo do meu Cesar, não deveria ter medo de mostrar o rosto!

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