Cecília ergueu uma sobrancelha. Seus olhos estreitos e brilhantes exalavam frieza. Ela soltou uma risada sarcástica:
— Tenta a sorte.
Mesmo através do capacete, Liliane Mendes sentiu perfeitamente... o desdém e a zombaria daquela mulher.
Liliane trincou os dentes:
— Eu tento mesmo! Você acha que pode vir aqui, roubar uma moto famosa e se passar por outra pessoa? Não tem nem coragem de tirar o capacete! Para mim, você deve ter vergonha de mostrar a própria cara!
Ela olhou para o rosto contorcido de dor de Cesar, cheia de pena, e voltou a esbravejar:
— Você se finge de ídolo do meu Cesar e ainda ousa bater nele! Você é louca!
As pupilas de Cesar se contraíram. Apoiado em Liliane, ele conseguiu ficar de pé com dificuldade.
— Se fingir...
Ele sussurrou, repetindo a palavra entre os dentes.
— Todo mundo sabe que o seu ídolo é uma mulher, Cesar. — disse Liliane. — Ela arranjou uma réplica e veio parar bem na sua frente. Não é óbvio que ela fez isso só para chamar a sua atenção?
Quanto mais Liliane falava, mais se convencia da própria teoria.
Uma piloto que estava sumida há quatro anos já tinha perdido o auge de sua juventude.
Como ela poderia simplesmente reaparecer?
No fim das contas, essas mulherzinhas de pista só sabiam usar truques sujos para seduzir os homens!
Liliane mordeu o lábio. Seu olhar para Cecília ficava cada vez mais venenoso.
Como uma vagabunda qualquer ousava tentar roubar o seu homem?!
Pelo canto do olho, Liliane percebeu que todos os amigos e capachos de Cesar haviam chegado.
Os olhos da garota brilharam com malícia. Ela imediatamente ordenou:
— Vocês aí, tirem o capacete dela! Já que ela tem a audácia de se passar pelo ídolo do meu Cesar, não deveria ter medo de mostrar o rosto!

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