— Quem tá fazendo birra? Quem tá forçando a barra? — Vânia Guimarães inflou as bochechas, irritada. — Pare de inventar coisas na sua cabeça. Se a sua boca tá sem ter o que fazer, vai lamber uma privada em vez de ficar falando merda na minha frente!
— Não te interessa se eu sei pilotar ou não! Esse foi o presente que a Cecília me deu, é o meu bebê. Não vou usar como aposta e não quero correr com vocês!
Depois de gritar furiosa, Vânia virou-se para Cecília, ainda com o rosto vermelho de raiva.
— Cecília, não vamos dar bola pra eles. Que chatice! Perdi a vontade, vamos pra casa!
Ela tinha ido até ali para se divertir.
Porque Cecília a visitou no hospital.
Porque Cecília conseguiu sua alta mais cedo.
Porque Cecília lhe deu o presente que ela mais desejava no mundo.
E porque Cecília a levou à pista de corrida que ela sonhava conhecer há mais de dez anos, permitindo-lhe sentir a verdadeira atmosfera do automobilismo!
Tudo isso...
Eram coisas que ela nem ousava imaginar.
Mas, graças a Cecília, seus sonhos se tornaram realidade.
Ela estava tão feliz.
Não queria que aquele bando arruinasse o seu humor e atrapalhasse o seu momento com Cecília.
Cecília, obviamente, leu os pensamentos da garota.
Ela soltou um leve murmurou afirmativo.
Com um movimento fluido, levantou a perna, fisgou Fernando Castro que ainda estava com o rosto colado no asfalto, e lhe deu um chute violento.
Fernando Castro voou como se estivesse numa cena de filme de ação, girando no ar feito um peão.
Ele aterrissou com precisão cirúrgica... exatamente aos pés de Cesar Gomes e do resto do grupo.
— Fernando!
Isabela Passos correu desesperada para ajudá-lo a se levantar.
A cena era de uma humilhação absoluta.
O olhar sombrio e especulativo de Cesar Gomes alternava entre Cecília e a Fantasma.
Ele encarava o rosto frio, lindo e delicado de Cecília.
E em sua mente, de repente, surgiu a imagem...

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