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Ela Não Implora. Ela Enterra. romance Capítulo 299

Dona Souza puxou a cadeira para Cecília se sentar e correu para lhe entregar os talheres e o prato.

Cecília olhou para a mesa cheia de comida fumegante. Os pratos eram impecáveis.

Bonitos, cheirosos e, com certeza, saborosos.

E o mais bizarro: era exatamente o tipo de comida que ela adorava.

Cecília olhou com surpresa para Sebastião, que vinha logo atrás.

Um herdeiro criado a pão de ló, que já nasceu com uma colher de ouro na boca...

Sabia cozinhar?

E em nível profissional?

Sebastião sentou-se ao lado dela, esparramando-se na cadeira com um sorriso cínico nos lábios finos.

— Fazer o quê. Se eu queria preparar um banquete digno da Vossa Majestade... tive que focar em maximizar minhas habilidades culinárias.

Cecília viu o pavão abrindo as penas de novo e ficou dois segundos calada:

— Você está saindo do personagem, Sr. Sebastião.

As últimas duas palavras saíram carregadas de ironia.

O homem soltou uma risada grave e se inclinou na direção dela.

Com aquele movimento, a distância entre os dois encurtou de novo.

Tão perto que Cecília conseguia ver cada detalhe daqueles olhos escuros e profundos, focados nela.

Com um olhar descaradamente sedutor e um sorriso de quem sabe exatamente o que está fazendo, ele respondeu:

— Saindo do personagem? Jamais. Quando se trata de você... eu sou exatamente assim.

Cecília: "..."

O descaramento dele estava atingindo níveis absurdos!

Ela decidiu calar a boca e comer. Não ia dar mais conversa.

Esse homem não tinha limites para tentar aparecer.

Se ela desse mais corda, ele faria um show particular de exibicionismo bem ali na mesa!

Cecília pegou os talheres e atacou a comida.

Na primeira garfada que enfiou na boca, seus olhos brilharam.

Tinha que admitir, o tempero de Sebastião...

Superou totalmente as suas expectativas!

Estava maravilhoso.

O ponto da carne, o sal, tudo estava no limite da perfeição. Não perdia em nada para chefs estrelados!

O sorriso dele apenas aumentou, observando-a em silêncio.

Cecília sentiu que não podia ser tão ingrata depois de encher a barriga.

Pensou um pouco e finalmente cedeu:

— Tá bom, para ser justa, você cozinha muito bem.

O rosto arrogante e perfeito dele se iluminou como quem acaba de ganhar na loteria, e ele se inclinou ainda mais na direção dela.

— Então, a partir de hoje, eu cozinho para você todos os dias.

Com ele tão perto.

O rosto daquele homem se tornava um pecado vivo.

Tinha um magnetismo fatal.

Como se estivesse tecendo uma teia de aranha, pronto para capturá-la de vez.

Que homem...

A beleza dele beirava o absurdo.

Era um perigo para qualquer mulher.

— ...A gente vê isso depois! — Que papo era aquele de 'todos os dias'? Ela não planejava morar ali para sempre!

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