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Ela Não Implora. Ela Enterra. romance Capítulo 329

O Porsche preto derrapou em um ângulo impossível. O carro fez um drift violento, escapando por um triz do facão que atravessava o vidro quebrado direto para seu rosto.

Os pneus cantaram no asfalto, emitindo um guincho estridente.

A traseira do veículo chicoteou, atingindo os dois assassinos em cheio e lançando seus corpos longe.

*Swish!*

Subitamente, uma chuva de dardos de besta disparou dos arbustos em ambos os lados da estrada.

Cecília farejou o ar.

Aqueles dardos...

Estavam cobertos de veneno!

Ameaças letais choviam uma após a outra.

A determinação do inimigo em matá-la era inegável.

Cecília estreitou os belos olhos, sem um único traço de pânico no rosto.

Ela deu outro giro violento no volante.

Alternando os pés entre o freio e o acelerador.

*Vrum!*

O motor do Porsche preto rugiu como uma fera enfurecida.

O carro fez uma volta em "U" perfeita, um cavalo de pau de cento e oitenta graus. Vários dardos envenenados rasparam na lanterna traseira e no vidro lateral, cravando-se nos troncos das árvores próximas.

As penas na base das flechas continuaram vibrando violentamente, provando a força absurda de quem as havia disparado.

Naquele subúrbio ermo e silencioso.

No exato segundo em que concluiu a manobra, Cecília afundou o pé no acelerador até o fundo.

O Porsche disparou como uma flecha fora do arco, voando com precisão milimétrica em direção à mansão.

Ao mesmo tempo.

O pesado portão eletrônico da mansão abriu uma fresta.

O Porsche invadiu a propriedade como um raio.

Com um estrondo metálico, o portão se fechou num piscar de olhos. Do lado de fora, abafado pelas paredes pesadas, ouvia-se o barulho seco de inúmeros projéteis se chocando contra o aço.

Toda a sincronia foi absurdamente perfeita.

Sebastião Guimarães a soltou logo em seguida.

Nos olhos profundos e amendoados do homem, fervilhavam emoções que ele mal conseguia conter.

Ele cravou o olhar no rosto de Cecília, a voz tão tensa que chegava a tremer. — Está muito perigoso lá fora agora. Os homens daquelas duas facções praticamente já cercaram a área. É melhor... você não sair mais da mansão. Pode cair em uma emboscada.

Cecília coçou a ponta do nariz, forçando-se a ignorar o formigamento elétrico que sentiu quando foi abraçada. Ela assentiu. — Sim. Eu já resolvi meus assuntos na rua. Agora posso me concentrar em aniquilar esse lixo.

Ela caminhou para dentro de casa enquanto pegava o celular e enviavia uma mensagem por um canal criptografado: "Preparem a rede. Iniciar operação."

Assim que entrou na sala de controle, Cecília correu os olhos pelas telas de monitoramento.

No perímetro externo da mansão e nas sombras da floresta ao redor, havia um enxame de pelo menos trezentos homens posicionados.

Só os que estavam visíveis passavam de trezentos.

O verdadeiro pavor era a quantidade que se escondia nas áreas cegas.

— Vieram em peso... — Cecília estreitou os olhos brilhantes.

— Uma operação em grande escala. — Sebastião Guimarães se aproximou por trás, observando as silhuetas captadas pelos sensores térmicos na tela. Seus olhos escureceram.

— O Serpante Negro provavelmente já cruzou a fronteira do país. — Cecília olhou o celular. Nenhuma nova mensagem de Granito.

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