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Ela Não Implora. Ela Enterra. romance Capítulo 552

— Ceci, venha tomar café. — Sr. Francisco Rodrigues baixou o jornal e acenou para Cecília.

Sorrindo, e com um tom de aviso velado para certa pessoa, ele disse: — Ceci, fique tranquila, nesta casa, ninguém passa por cima de você.

Cecília caminhou até a mesa de jantar.

Ao passar pelo sofá, ela pausou um pouco os passos.

Ela ergueu as sobrancelhas e, com uma indiferença condescendente, olhou de cima para Vanessa com um olhar frio.

Ela curvou os lábios, aprofundando o sarcasmo zombeteiro: — Febre de 39,2, leve ruído nos pulmões, tsc... Usou bem a tática de se machucar para ganhar pena. Mas zero dano ao inimigo e mil de dano a si mesma. Idiota.

Vanessa recuou, sentindo como se não houvesse onde se esconder sob o olhar daqueles olhos.

Com o rosto pálido, ela desviou o olhar e baixou a voz rouca: — Eu... eu não fiz isso...

— Se você quer ficar aqui, então fique. — Cecília disse calmamente. — Mas, durante a recuperação, comporte-se.

Ela se inclinou levemente, e sua aura imponente e nobre desabou sobre Vanessa de forma avassaladora.

E o sorriso de Cecília se aprofundou: — Claro, se você quiser armar mais alguma confusão, eu também tenho cem maneiras de fazer sua doença ser mais justificável, e durar muito mais.

Cada palavra dessa frase perfurou o peito de Vanessa com força.

Seu rosto ficou pálido de medo, o corpo inteiro endureceu, e ela olhou horrorizada para Cecília, mordendo o lábio inferior sem ousar soltar um pio.

— Opa~ não é a nossa Lótus Bianco mais frágil? — VerMe, que descia do segundo andar com um pirulito na boca, veio andando sorridente, balançando os cabelos ruivos e ondulados.

O rosto de Vanessa ficou vermelho. Com vergonha e indignação, ela rebateu baixinho, em um tom magoado: — Eu... eu não fiz isso...

VerMe fez uma careta para ela, enganchou o braço em Cecília e a arrastou para a mesa de jantar.

O rosto de Vanessa ficou ainda mais vermelho e ela tentou se justificar, com a voz rouca: — Eu realmente não fiz isso, eu não sei como...

Mas as duas na frente, caminhando abraçadas, nem se deram ao trabalho de olhar para ela, tampouco quiseram ouvir suas desculpas.

Vanessa ficou com tanta raiva que lágrimas brotaram. Magoada e envergonhada, ela olhou para Fernanda: — Mãe...

Fernanda olhou para Vanessa chorando de forma tão miserável e suspirou: — Vanessa, volte para o seu quarto e descanse. Já que eu prometi aos seus avós que deixaria você em casa, não vou mandá-la embora. Fique tranquila e se recupere.

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