Os guardas do Ministério da Defesa recolheram as armas imediatamente.
Bateram continência em perfeita sincronia e abriram caminho para Cecília.
A garota sequer piscou, guardou o cartão preto e atravessou a catraca.
— Ir-irmã...
Os olhos de Vanessa Rodrigues estavam arregalados de choque.
Ela encarava Cecília, incrédula, vendo-a entrar no Instituto sem nenhum obstáculo.
A respiração de Vanessa ficou ofegante e seus lábios tremiam sem parar.
— Como... como isso é possível?
— Como ela pode ter autorização de acesso ao Instituto?
A primeira coisa que passou pela cabeça de Vanessa foi: a família Rodrigues conseguiu isso para ela?
Mas... por mais rica e poderosa que a família Rodrigues fosse.
Eles não tinham influência sobre um instituto de pesquisa governamental de segurança máxima!
Entrar ali exigia muito mais do que passar um cartão. Exigia reconhecimento facial...
Ou seja, Cecília não tinha roubado o cartão de ninguém.
Ela mesma tinha autorização total de acesso.
Mas como isso era possível?
Cecília... uma caipira do interior, uma rejeitada que nem a família Mendes queria por perto. Como?
Ivan Lima também estava de queixo caído.
Ele assistiu, atônito, Cecília cruzar o saguão e desaparecer nos corredores.
Lembrou daquele cartão preto bizarro e não conseguia decifrar o mistério...
Quem diabos era aquela garota?
Foi nesse momento que os olhos de Vanessa brilharam.
A pessoa que ela estava esperando há horas vinha andando apressadamente na direção deles.
O professor Erick Serra, com seus óculos e cabelos grisalhos um pouco ralos.
Apesar da idade avançada.
Ele caminhava a passos largos, com uma energia de dar inveja.
Ao vê-lo se aproximar, o rosto de Vanessa se iluminou de alívio.
Ela abriu imediatamente seu melhor sorriso de aluna obediente e acenou para ele:
— Professor Erick Serra! Professor Erick Serra!
Ao ouvir o chamado, o professor lançou um olhar rápido para ela.


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