— O que realmente importa é que você se esforçou, aprendeu durante o processo e se tornou alguém melhor.
O sorriso de Fernanda ficou ainda mais gentil:
— Além disso, a nossa Vanessa já é excelente.
Essas palavras deveriam ser reconfortantes, mas aos ouvidos de Vanessa... soavam como agulhas sendo enfiadas em sua pele.
O resultado não importa?
O processo é valioso?
Tudo balela!
Parciais!
Eles eram incrivelmente parciais!
Eles simplesmente não queriam mover um dedo por ela!
Aquela história de tratá-la como família e agir com igualdade era tudo mentira!
Se conseguiram colocar uma fracassada nos estudos como a Cecília dentro do instituto de pesquisa nacional, a ponto do próprio professor Erick Serra tratá-la tão bem, por que não podiam fazer o mesmo por ela?
Era tão simples! Bastava terem mencionado o nome dela na mesma hora em que deram esse empurrão na Cecília e a colocaram no instituto. Com o peso do nome da família Rodrigues, o professor Erick Serra jamais a trataria com a frieza de hoje!
Na cabeça de Vanessa, a família estava reservando tudo de melhor só para Cecília.
O ódio fervia dentro do peito de Vanessa, quase a fazendo vomitar sangue de tanta raiva, mas, por fora, ela forçou uma expressão ainda mais injustiçada. Lágrimas grossas começaram a rolar por seu rosto, uma após a outra.
Ela chorou, soluçando:
— Mãe... eu sou tão ruim assim? Será que o professor Erick Serra nunca aceitaria uma aluna como eu?
Ela queria usar aquela tática para forçar Fernanda a ajudá-la.
Queria que a ajudassem exatamente como fizeram ao empurrar a medíocre da Cecília para o professor Erick Serra.
Porém, Fernanda apenas a abraçou, dando tapinhas suaves em suas costas. A voz era pura doçura:
— Bobinha, é claro que você é excelente. Se o professor Erick Serra não a aceitou, é apenas um sinal de que os estilos de vocês não combinam. Mas a sua competência é inquestionável.
Mentira!



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