Com um movimento rápido, Cecília ergueu a mão. Várias agulhas de prata brilharam entre seus dedos.
— Vovô, se você conseguir suportar a dor que está por vir, o resto não será problema.
O sorriso no rosto de Francisco congelou no mesmo instante.
Ele se lembrou da dor excruciante, como se agulhas perfurassem seus ossos, quando Cecília pressionou aquele ponto no seu pé mais cedo...
Um suor frio escorreu por sua testa.
Ele respirou fundo. Com a expressão determinada de um guerreiro marchando para a batalha, ele declarou:
— Pode vir! Pode espetar! Fique à vontade! O vovô... aguenta firme!
Suas palavras foram corajosas, acompanhadas de um sorriso.
Mas era um sorriso forçado demais.
Principalmente quando viu Cecília mergulhar as agulhas em um óleo medicinal de receita secreta.
O metal brilhava com um reflexo frio e oleoso...
Francisco engoliu em seco. O som da sua garganta foi alto e nítido na sala.
Ainda bem que suas pernas não se moviam.
Caso contrário, estariam tremendo incontrolavelmente agora.
— Vou começar. — disse Cecília.

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