— Foi Larissa que disse que, na vida real, muitos meninos são assim.
Enquanto falava, Ana ergueu a cabeça para olhar para Daniela.
— Não é verdade?
Daniela ficou sem palavras. Apertou de leve o narizinho de Ana e perguntou:
— Seu pai também é homem. Você acha que seu pai é assim?
Ana pensou por um momento e depois balançou a cabeça.
— Não. Além de mim, papai não gosta de nenhuma outra menina! Larissa disse que, na verdade, muitas mulheres gostam do papai, mas ele não gosta delas. Ele também não quer se casar, porque tem medo de alguém fazer mal para mim.
Ao ouvir aquilo, a expressão de Daniela ficou ligeiramente paralisada.
Ela pensou em Sophia.
Se Simão realmente se casasse com Sophia, existia a possibilidade de Ana ser tratada de outra forma.
Uma personalidade como a de Sophia não era adequada para ser madrasta.
Só que, pelo que Catarina tinha dito, os pais de Simão estavam muito firmes dessa vez.
Para Simão, talvez não fosse tão fácil resolver a situação com Sophia.
Daniela ainda pensava nisso quando o celular sobre a mesa tocou de repente.
Era Benjamin.
Daniela atendeu imediatamente.
— Benjamin, eles chegaram?
Benjamin respondeu:
— Sra. Daniela, já busquei o Sr. Eduardo no aeroporto da Cidade dos Ventos. Tudo correu bem.
— Eduardo voltou para a Cidade dos Ventos? Não tinham dito que ele viria para Costa Clara?
— O plano inicial era voar para Costa Clara, mas o Sr. Eduardo se feriu no exterior, e a situação ficou um pouco delicada. Ele precisou voltar primeiro para a Cidade dos Ventos para receber atendimento. Aqui temos médicos conhecidos e de confiança. O Sr. Eduardo acabou de entrar no centro cirúrgico.
Ao ouvir aquilo, Daniela franziu levemente a testa.
— Os ferimentos são graves?


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