O Panamera ainda não tinha se afastado muito quando freou bruscamente.
Assim que o carro parou, a porta do motorista se abriu com força.
Daniela levou a mão à boca, saiu correndo e foi até a beira da estrada vomitar.
Logo atrás, o Rolls-Royce também freou.
Eduardo soltou o cinto e, ao abrir a porta, ainda virou para Diego, que estava na cadeirinha:
— Fica quietinho, não se mexe.
— Papai, eu vou ficar quietinho! Vai ver a Sra. Daniela, ela parece estar passando mal!
Eduardo assentiu, desceu e fechou a porta.
Pegou uma garrafa de água no porta-malas, caminhou até ela, abriu e estendeu.
Daniela se surpreendeu por um instante, mas aceitou.
Depois de enxaguar a boca, disse apenas:
— Obrigada.
Nos últimos dias, vinha sentindo enjoos leves da gravidez.
Nada muito forte, às vezes vomitava a cada dois dias ou quando algum cheiro a incomodava.
Agora, depois de vomitar, o estômago já estava melhor.
Ela não queria prolongar aquele contato.
Com o rosto fechado, virou para voltar ao carro.
Eduardo estendeu a mão e segurou o pulso dela.
— Não encosta em mim! Me solta!
Daniela tentou se desvencilhar, irritada, mas a força dele era maior.
Eduardo baixou o olhar para o abdômen dela antes de encará-la. Franziu a testa.
— Me diz a verdade... você está grávida?
Daniela se assustou por um instante, mas logo respondeu com raiva:
— Você não cansa disso? Já falei que não estou grávida! E, mesmo que estivesse, eu abortaria!
— Eu não acredito.
Eduardo a observava atentamente, sem perder nenhum detalhe da expressão dela.
— Pensando bem, seus sintomas são muito parecidos com quando você estava grávida dos gêmeos.
Daniela lançou um olhar cheio de ódio:
— Você ainda tem coragem de falar dos gêmeos? Você não tem direito de falar deles. E também não merece ser pai dos meus filhos! Me solta!
Eduardo observava a resistência dela, o cenho cada vez mais fechado.

Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: Ela Nunca Mais Vai Se Apaixonar