Daniela assentiu.
— É verdade. Pouquíssimas pessoas fariam algo assim.
Lucas continuou:
— Perdemos o contato com o Sr. Eduardo desde que ele saiu do país. Kauê e eu tentamos de todas as formas, mas não conseguimos falar com ele. Também estamos monitorando a dark web o tempo todo, mas ainda não encontramos nenhum sinal dele.
Daniela baixou os olhos e ficou olhando para os próprios pés.
Kauê fulminou Lucas com o olhar. A mensagem era clara: ele estava falando demais.
Lucas coçou a nuca.
— Só falei a verdade.
Kauê não sabia o que fazer.
Lucas nunca tivera nenhum tato e não fazia ideia do peso que aquelas palavras carregavam naquele momento.
— Sra. Daniela, por outro lado, a falta de notícias pode ser um bom sinal. O Sr. Eduardo é um homem bom. Deus vai proteger ele.
Daniela ergueu a cabeça e encarou Kauê.
Seu rosto continuava sereno, e um leve sorriso surgiu em seus lábios.
— Até pessoas como vocês, que vivem sob a mira de armas, acreditam em Deus e no destino?
Kauê não respondeu.
Ao perceber que ele permaneceria em silêncio, Daniela levantou.
— Não precisa medir tanto as palavras perto de mim. Eduardo pode estar vivo ou morto, mas eu preciso saber a verdade. Tenho que dar uma resposta aos meus filhos. Eles precisam saber se o pai ainda está vivo.
Kauê assentiu.
— Entendi. Se conseguirmos qualquer notícia sobre o Sr. Eduardo, avisaremos a senhora imediatamente.
— Obrigada por todo o esforço de vocês.
Daniela virou e seguiu em direção à escada.
Giovanna levantou e foi atrás dela.
— Vai devagar.

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