Bryan ficou visivelmente insatisfeito.
Agarrou o queixo de Mariana e forçou a cabeça dela para cima.
A luz fraca do abajur iluminava seu rosto.
O sangue no canto da boca contrastava com a palidez de sua pele.
O olhar de Bryan ficou ainda mais feroz.
— Ela não passa de uma cobaia. Você precisa mesmo se importar tanto com ela? Depois de tudo o que fiz, ainda sou menos importante para você do que uma cobaia?
Mariana tremia sem parar por causa da dor, mas não demonstrou nenhuma submissão ao encarar Bryan.
— Ela não é uma cobaia. É minha filha!
Bryan soltou uma risada fria.
— Quer tanto um filho? Muito bem. Eu vou dar um a você!
— Seu louco! O que você vai fazer? Me solta... Ah!
O círculo de luz projetado na parede revelava duas sombras que lutavam e se sobrepunham.
Pareciam feras presas na mesma jaula, travando uma batalha brutal e ferindo uma à outra sem recuar.
Quando aquela luta finalmente terminou, o céu já começava a clarear.
Bryan saiu furioso, segurando o braço que Mariana tinha mordido até sangrar.
Completamente nua ao lado da cama, Mariana agachou e recolheu as roupas espalhadas pelo chão.
Com movimentos mecânicos, cobriu o corpo como pôde e caminhou até o banheiro.
Assim que entrou, fechou a porta com cuidado.
Mariana foi até a banheira, abriu a torneira e entrou com dificuldade, sentindo no corpo todas as marcas deixadas por Bryan.
O nível da água subiu aos poucos.
Ela fechou os olhos, inclinou o corpo para trás e deixou a água cobrir sua boca e seu nariz.
Os segundos passaram, e a falta de ar ficou cada vez mais intensa.
No fim, o instinto de sobrevivência falou mais alto.
Mariana lutou contra a água e sentou de repente.
Levou uma das mãos ao peito e puxou o ar em grandes golfadas.
Ela não podia morrer!
Glória ainda precisava dela!
Ela cobriu o rosto com as mãos.
O barulho da água caindo abafava seu choro contido.
......
Bryan não tinha desistido de eliminar todos eles.

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