Eram nove da noite na Cidade dos Ventos e pouco mais de dez da manhã em Castélia.
Assim que voltou para o quarto, Daniela sentou no sofá, pegou o celular e fez uma chamada de vídeo para Giovanna.
Ela atendeu quase na mesma hora.
— Daniela, o Diego acabou de dizer que queria fazer uma videochamada com você, e logo depois você ligou. Isso que é sintonia entre mãe e filho!
Daniela sorriu de leve.
— Passei o dia inteiro fora e acabei de voltar para o quarto. As crianças estão se comportando?
— Pode ficar tranquila. Todas estão sendo uns amores.
Giovanna virou a câmera, e a imagem balançou um pouco.
— Os três estão lá em cima. Espera só um instante, já estou subindo.
— Está bem.
Giovanna chegou ao segundo andar e entrou no quarto do bebê.
Viviane e Cecília estavam lá.
Dália tinha acabado de fazer cocô, e Cecília trocava a fralda dela.
Giovanna chegou mais perto, apontou a câmera para Dália e perguntou:
— Olha quem apareceu!
Deitada no trocador, Dália mordia a própria mão com toda a concentração do mundo.
De repente, o rosto da mãe surgiu na tela diante dela.
Ela parou por um instante.
Assim que reconheceu Daniela, arregalou ainda mais os olhos e começou a agitar os dois bracinhos.
— Dália, é a mamãe! Ainda lembra de mim? — Perguntou Daniela.
Ao ouvir aquela voz tão familiar, Dália começou a balbuciar, tão ansiosa que parecia prestes a falar.
Giovanna riu.
— Ela reconheceu você. Só não sabe falar ainda, porque, caso soubesse, com certeza perguntaria onde você ficou esses últimos dias.
Daniela também sorriu.
— Ela não dá trabalho durante a noite, dá?
Sem interromper o que fazia, Cecília respondeu com um sorriso:
— Trabalho nenhum. Em todos os meus anos como babá, Dália é a criança mais inteligente e tranquila de quem já cuidei.
Daniela finalmente respirou um pouco mais aliviada.

Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: Ela Nunca Mais Vai Se Apaixonar