— Vou falar com ele no escritório.
Depois de dizer isso, Daniela virou e seguiu naquela direção.
— O Sr. Eduardo trancou a porta por dentro.
Ela parou e olhou para Benjamin.
— Você não tem a chave?
Ele negou com a cabeça.
Daniela apertou os lábios e pensou por alguns instantes.
— Chame um chaveiro.
Benjamin arregalou os olhos.
— Um chaveiro?
— Sim.
O suor começou a surgir na testa dele.
— A senhora não acha que isso seria um pouco inadequado?
— Eduardo e eu ainda somos legalmente casados. Este apartamento também pode ser considerado patrimônio comum do casal. Não estou infringindo nenhuma lei ao contratar alguém para abrir a porta.
Benjamin ficou sem argumentos.
Realmente não era ilegal, mas, ainda assim, aquela atitude parecia um tanto extrema.
— Por favor, não deixe minha situação ainda mais complicada. O Sr. Eduardo não quer ver ninguém agora, principalmente a senhora. Já que sabe que ele está abalado por causa das cicatrizes no rosto, não acha cruel obrigar ele a enfrentar um encontro dessa maneira?
A expressão de Daniela ficou séria.
— Então devemos deixar que continue escondido, sem encontrar ninguém? Benjamin, eu sei que Eduardo é muito orgulhoso e entendo que não consiga aceitar de uma hora para outra que o rosto ficou marcado. Mas será que ele já pensou nos próprios filhos?
Benjamin ficou surpreso.
Daniela continuou:
— Caso essas cicatrizes nunca desapareçam, ele pretende passar o resto da vida trancado em casa, sem encontrar ninguém e sem ver os filhos?
Benjamin não soube responder.
— Ele é pai. Se continuar escondido e não tiver coragem de enfrentar o mundo por causa de uma cicatriz, que exemplo vai dar às crianças?
Benjamin abaixou a cabeça, sem ter o que dizer.
Daniela repetiu:
— Chame o chaveiro.

Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: Ela Nunca Mais Vai Se Apaixonar
Não acredito que o livro ficou concluído sem o casal ter resolvido sua situação....
Essa Daniela é meio burra né? Me estressou!!...