— Uááá...
O choro de um bebê rompeu o silêncio que pairava sobre os escombros.
Quando Daniela chegou, a mãe e o recém-nascido acabavam de ser colocados em macas pelos socorristas.
A mulher estava coberta com o sobretudo preto que Eduardo usava pouco antes e segurava o bebê nos braços.
O choro forte da criança trouxe esperança a todos que estavam ali.
Era o som de uma nova vida e também da mais instintiva vontade de sobreviver.
Emocionadas, as pessoas envolvidas no resgate começaram a comemorar.
Daniela se aproximou depressa, procurando Eduardo no meio da multidão.
O local estava cheio de gente, e os socorristas continuavam procurando outras vítimas presas sob os escombros.
Daniela parou um dos homens que carregavam a maca e apontou para o sobretudo preto sobre a mãe.
— Com licença, vocês viram o dono deste sobretudo?
A mulher abriu os olhos com dificuldade.
— A senhora é da família daquele homem?
Daniela perguntou, ansiosa:
— Sim. Onde ele está?
O rosto da mulher se encheu de culpa.
— Sinto muito. Ele se machucou tentando salvar minha vida. Uma placa de concreto caiu sobre ele. Acho que os socorristas já levaram ele de volta ao acampamento para receber atendimento.
A expressão de Daniela mudou no mesmo instante.
Ela se virou e correu de volta para o acampamento.
Alguém pareceu chamar seu nome atrás dela, mas ela não tinha condições de olhar para trás.
O hotel ficava a apenas algumas centenas de metros do posto de resgate.
Daniela correu todo o caminho e quase esbarrou em alguém no meio do trajeto.
Pediu desculpas às pressas e continuou correndo.
Quando chegou ao acampamento e viu as inúmeras tendas diante de si, seus passos diminuíram aos poucos.

Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: Ela Nunca Mais Vai Se Apaixonar
Não acredito que o livro ficou concluído sem o casal ter resolvido sua situação....
Essa Daniela é meio burra né? Me estressou!!...