— Espere aqui.
Daniela encarou Eduardo com irritação e foi procurar um dos tripulantes.
Alguns minutos depois, voltou com uma bolsa de gelo e um copo de água morna.
Ela se sentou ao lado dele e entregou a compressa.
— Segure e coloque sobre o local machucado.
Eduardo pegou a bolsa de gelo.
— Obrigado.
— Onde estão os comprimidos?
— No bolso.
— De que lado?
— No esquerdo.
Daniela apalpou o bolso e logo encontrou o saquinho com os remédios.
Abriu a embalagem e tirou dois comprimidos, mas ouviu Eduardo dizer:
— Pegue quatro.
Ela interrompeu o movimento e franziu a testa.
— Quatro não é demais?
— Já tomei muitos medicamentos desse tipo no passado. Agora, os analgésicos comuns só fazem efeito quando aumento a dose.
Na verdade, talvez nem quatro comprimidos fossem suficientes.
Eduardo apenas não queria deixar Daniela ainda mais preocupada.
Ela se lembrou das cicatrizes nas costas dele.
Queimaduras daquela extensão deviam ter causado uma dor terrível.
Daniela baixou os olhos e, em silêncio, tirou mais dois comprimidos.
— Me dê a mão.
Eduardo ia afastar a bolsa de gelo para pegar os remédios.
Ao perceber sua intenção, Daniela suspirou e levou os comprimidos até a boca dele.
— Abra.
Eduardo ergueu os olhos de repente. A surpresa e a alegria estavam evidentes em seu olhar.
Daniela, porém, manteve a expressão impassível.
— Não entenda errado. Sou mãe dos seus três filhos. Cuidar de você enquanto está machucado é minha obrigação.
Eduardo voltou a ficar em silêncio.
Daniela insistiu:
— O que está esperando? Abra a boca.
Um pouco sem graça, ele obedeceu.

Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: Ela Nunca Mais Vai Se Apaixonar
Não acredito que o livro ficou concluído sem o casal ter resolvido sua situação....
Essa Daniela é meio burra né? Me estressou!!...