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Ela Nunca Mais Vai Se Apaixonar romance Capítulo 67

Ao ouvir o som de vômito vindo do banheiro, um leve brilho passou pelos olhos de Isabela.

Ela se levantou e foi até a porta, trancando-a.

O barulho cessou.

Isabela caminhou até a entrada do banheiro.

Depois de vomitar, Daniela se levantou, foi até a pia e abriu a torneira para enxaguar a boca.

Isabela ficou ali, observando.

Daniela terminou, apoiou as mãos na pia, respirou fundo e ergueu o rosto.

De repente, seus olhos encontraram os de Isabela pelo espelho.

Aquele olhar atento fez seu corpo gelar.

O rosto, já pálido, perdeu ainda mais cor.

As mãos apoiadas na pia se contraíram.

A mente ficou em branco.

“E agora? Será que ela percebeu?”

Isabela não disse nada, apenas entrou.

Daniela a observava pelo espelho, com a respiração presa.

Isabela lançou um olhar rápido para o abdômen ainda plano, depois a encarou diretamente:

— Você está grávida?

Daniela se virou de repente:

— Não!

— Não precisa mentir.

O tom de Isabela era firme:

— Eu já estive grávida. Isso é enjoo de gravidez.

As pupilas de Daniela se contraíram.

“Isabela já esteve grávida?”

Por um instante, ela não soube o que dizer.

Não havia intimidade suficiente para compartilhar aquilo.

Enquanto ainda tentava reagir, Isabela continuou:

— Se não me engano, você não pretende contar ao Eduardo. Quer se divorciar... e tem medo de que ele tente tirar o bebê de você. Acertei?

Daniela franziu a testa. Os lábios pálidos se comprimiram.

Ao ver a reação, Isabela soltou um leve suspiro:

— Não precisa ficar na defensiva. Eu sou como você... também perdi um filho. Nossas histórias são parecidas. Talvez você consiga confiar em mim.

As palavras atingiram Daniela.

O coração apertou, a tensão no corpo cedeu.

As pernas fraquejaram, ela quase caiu, mas Isabela a segurou.

Isabela a levou até o quarto e a ajudou a sentar na beira da cama.

Daniela manteve as mãos fechadas, os olhos cerrados.

Os cílios tremiam.

Uma lágrima escorreu.

Isabela pegou um lenço e entregou:

— Como filha da família Fagundes, a gente nunca teve o direito de escolher quem amar ou com quem casar. Naquela época, quando você enfrentou nosso pai por causa do Eduardo e rompeu com a família... eu admirei sua coragem.

Daniela abriu os olhos, surpresa.

Isabela sustentou o olhar e sorriu de leve:

— Eu não tive essa coragem. A pessoa que eu amava vinha de uma origem simples, e nosso pai nunca aceitou. Ele não era como o Eduardo. Pai usou ele para me ameaçar... Ele era bombeiro, uma profissão difícil e perigosa, mas digna. Ele amava o que fazia. Eu não quis arrastar ele para essa situação, então terminei. Foi egoísmo... mas, mesmo assim, pai descobriu que eu estava grávida. Ele me obrigou a abortar. O bebê tinha só três meses... cabia na palma da minha mão.

Capítulo 67 1

Capítulo 67 2

Capítulo 67 3

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