Isabela se levantou, mas quando tentou ir atrás, Eduardo já havia saído na frente.
Ela pressionou os lábios, baixou o olhar e soltou um suspiro silencioso.
Ao lado, Ricardo virou o rosto de repente e passou a observar Isabela com atenção.
— Por que você não falou nada agora há pouco?
Isabela sustentou o olhar dele, mantendo a expressão neutra.
— Não consegui.
Ricardo franziu a testa.
— Como assim não conseguiu? Se você não ajuda a acalmar a situação, e se ela realmente se divorciar do Eduardo, você já pensou no tamanho do prejuízo para a nossa família?
Isabela manteve os olhos nele, a voz mais fria.
— Sabendo exatamente tudo o que ela passou, você ainda acha que eu deveria fingir e dizer aquelas coisas só para conciliar? Desculpa... eu realmente não consigo.
O rosto de Ricardo se fechou.
— Como alguém da família Fagundes, isso é sua obrigação!
— Não temos mais o que conversar.
Sem paciência para prolongar a discussão, Isabela virou para André.
— Amanhã tenho uma sessão de fotos. Vou embora.
André tinha acabado de tomar o remédio para pressão e descansava recostado no sofá.
Ao ouvir isso, abriu os olhos e olhou para Isabela com seriedade.
— A senhora Lima voltou a falar comigo hoje sobre o casamento entre as famílias. Na próxima semana, reserve um dia. Vou marcar um encontro entre você e o filho mais velho da família Lima.
O cenho de Isabela se contraiu de leve, mas o rosto permaneceu calmo. Ela não disse mais nada.
— Tudo bem.
......
A noite avançava, e o som dos insetos ecoava entre as árvores.
Daniela caminhava pela beira da estrada.
O bairro, antigo e de alto padrão, ficava afastado do centro, e àquela hora era difícil conseguir um carro.
Um Rolls-Royce se aproximou devagar e parou ao lado dela. O vidro do motorista desceu.
Eduardo estava ao volante. Com uma das mãos apoiada nele, virou o rosto na direção de Daniela.
— Entra.

VERIFYCAPTCHA_LABEL
Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: Ela Nunca Mais Vai Se Apaixonar