O suor frio surgiu na testa de Daniela, e toda a cor desapareceu do rosto.
Cinco anos depois, as imagens ensanguentadas voltaram com força, arrastadas pelas palavras de Agatha.
As mãos cerradas começaram a tremer.
O peito subia e descia sem controle, e a respiração perdeu o ritmo.
Agatha observava tudo com um olhar cruel e satisfeito.
Sabia que tinha atingido o ponto mais sensível.
Daniela podia ser forte, mas nem assim conseguiu proteger os próprios bebês.
Agatha soltou um riso baixo, virou o rosto e, em um instante, apagou qualquer vestígio de malícia.
Caminhou com elegância até o balcão.
— Meus remédios já estão prontos?
— Já sim. — Respondeu a recepcionista, entregando o pacote. — Aqui estão as instruções. Qualquer dúvida, pode ligar para o número indicado.
Agatha pegou a sacola, agradeceu e saiu.
A silhueta dela, diante de Daniela, parecia oscilar.
O ambiente ao redor começou a se distorcer.
Um zumbido tomou conta dos ouvidos, misturado ao riso debochado de Agatha e às gargalhadas cruéis dos sequestradores.
As lágrimas escorreram sem controle.
Daniela deu um passo à frente.
— Agatha, você merece morrer!
O grito saiu rasgado, carregado de desespero.
Daniela correu na direção dela, sem pensar em mais nada.
Agatha já estava ao lado do Maybach.
Ao perceber a aproximação, fingiu pânico e recuou alguns passos.
— Ah! Eduardo, me ajuda!
A porta do carro se abriu de repente.
Eduardo saiu rápido, posicionou o corpo à frente de Agatha e segurou o braço de Daniela.
— Se acalma!
Agatha se escondeu atrás dele, agarrando a roupa, com a voz trêmula:
A mão atingiu o rosto de Eduardo.
As unhas arranharam a pele, deixando um corte fino e ardente.
Eduardo respirou fundo e falou com a voz contida:
— Já chega!
Daniela agarrou a gola da camisa dele.
Os dedos estavam rígidos, esbranquiçados, o olhar, tomado por ódio.
— Me responde uma coisa... cinco anos atrás, quando os sequestradores ligaram para você, o que estava acontecendo?
Eduardo ficou imóvel.
— Fala! — Daniela bateu no peito dele, com a voz rasgada de dor. — Me responde! Por que você não responde?
Os lábios dele se comprimiram.
Nos olhos escuros, refletia o colapso dela: dor, desespero, tudo misturado.
— Eles ligaram tantas vezes! — Daniela chorava, com os olhos vermelhos e a voz quebrada .— Era uma ligação de vida ou morte! E você não atendeu nenhuma por causa da Agatha! Foi você... foi você junto com ela...
A voz falhou de repente.

Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: Ela Nunca Mais Vai Se Apaixonar
Essa Daniela é meio burra né? Me estressou!!...