— Talvez.
Percebendo que Henrique não queria se aprofundar no assunto, André não insistiu.
As duas meninas já estavam com fome.
Tatiane e Isadora levaram Bia e Lili para a área de descanso interna, onde os funcionários já tinham deixado o lanche da tarde preparado.
Bia pegou um pedaço de bolo e levou até a boca de Tatiane. Ela deu uma mordida, afagou de leve a cabecinha da menina e, olhando para aquele rostinho corado, disse num tom carinhoso:
— Come você, Bia.
Sentada à frente das duas, Isadora observava a cena com um sorriso nos lábios.
— A Bia é bem apegada à senhorita Evelyn, não é?
Tatiane sorriu de leve.
— Eu gosto muito de criança.
Na conversa casual que tivera com Isadora mais cedo, Tatiane já havia percebido isso: ela sabia exatamente como falar, com a delicadeza e a medida de alguém muito bem-educada, carregando aquele ar discreto de moça criada num ambiente refinado.
Afinal, as duas eram estranhas uma para a outra. Cada frase vinha marcada por cuidado e certa distância, sem invasão, sem curiosidade demais.
E Tatiane não se incomodava nem um pouco com a companhia dela.
Quando Henrique e André entraram, encontraram as duas conversando em perfeita harmonia, num clima leve e agradável.
— O que vocês duas estão fofocando aí, tão animadas? — Perguntou André, bem-humorado.
Tatiane e Isadora levantaram os olhos ao mesmo tempo para os dois homens que se aproximavam.
No instante em que viu Henrique, o brilho no olhar de Tatiane esfriou.
Henrique percebeu, mas não disse nada.
André se sentou ao lado da esposa e da filha, passou o braço pela cintura de Isadora e perguntou à menina se ela tinha se divertido naquele dia.
Os dois pareciam em sintonia o tempo inteiro, e a cena em família tinha um ar acolhedor, quase doce demais.
Quando viu Henrique prestes a se sentar ao seu lado, Tatiane se afastou um pouco para dentro e chamou:
— Bia, senta aqui.
Queria a menina entre os dois.
Claro que Bia, naquela hora, não percebeu que Tatiane estava evitando de propósito ficar ao lado do pai dela.
Henrique lançou um olhar neutro para o movimento da mulher e, em seguida, advertiu a filha:
— Não come muito doce.
Bia estendeu para ele o pedaço de bolo que ainda segurava.
— Então o papai come.
Henrique pegou o bolo da mão da filha e terminou de comer o que ela tinha deixado.
Bia e Lili ficaram acenando uma para a outra até cada uma entrar em seu carro.
Depois que saíram dali, André assumiu o volante, enquanto Isadora foi no banco do passageiro. Só então ela finalmente deu voz à dúvida que a acompanhava desde mais cedo:
— Quanto mais eu olhava hoje, mais achava que a Evelyn parecia a mãe da Bia... Você acha que ela pode ser a Tatiane?
Isadora nunca tinha visto Tatiane pessoalmente, mas, claro, sabia muito bem quem ela era.
Sabia que a família Barbosa não a aceitava e que Henrique jamais tinha gostado dela.
Antes, sempre imaginara que uma mulher que tinha usado a gravidez para entrar numa família como aquela, casando-se com um homem como Henrique, alguém que parecia ter nascido acima dos outros, faria de tudo para continuar ao lado dele, mesmo que precisasse engolir humilhação e sofrimento, só para manter o posto de senhora Barbosa.
Mas Tatiane não tinha feito isso.
Ela se mostrara uma mulher orgulhosa.
Tinha dado à família Barbosa a única menina da nova geração. Poderia muito bem ter usado a filha para garantir de vez seu lugar ali dentro, mas, de repente, simplesmente desaparecera sem deixar rastro.
Só isso já bastava para que os outros passassem a enxergá-la de outra forma.
André soltou uma risadinha.
— Talvez a sua intuição não esteja errada.
Isadora arregalou os olhos, chocada.
— Então é mesmo ela? O Rick sabe?

Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: Ela Nunca Volta: Quando o Marido Frio Implora
A autora poderia mudar um pouco essa narrativa. Tatiane sempre fria e com poucas palavras. Henrique não consegue falar de sentimentos e enquanto isso a história da voltas e mais voltas e não sair do lugar......
Está na hora do Henrique se declarar né? Pelo amor de Dus que enrola. Eu nunca me casaria somente pela filha. Tem que ter sentimentos. Espero que no próximo capítulo Henrique se declare e deixe Tati abalada. Aí sim tudo pode mudar. Ela grávida e ele se declarando temos 2 pontos....
4 capítulos inteiros pra uma briga de garagem no prédio sem sentido entre Henrique e Leandro. O Autor está enchendo linguiça só pode !!!!!!...
Que capítulos são esses? Sem nada a acrescentar...estou quase desistindo desse livro....
Quando esse livro vai acabar pelo amor de Deussss, ta ficando entediante 🙄...
O autor parece uma pessoa perdida na floresta: gira.....gira..... E volta sempre ao ponto de partida....
Horrível a gente pagar caro pra ler um livro e ficar faltando tantas falas, eu teria que ter bola de cristal para adivinhar né...
Kd os novos capítulos?...
Ia ser tão top se tivesse uma sena quente dela e de Leandro e ele finalmente se declarasse pra ela. To chapando muito!...
Não gosto dessa narrativa sem falas claras. Só deduções, o leitor tem que se esforçar para entender o que está acontecendo. Pelo amor de Deus autor melhore essa escrita. Um enredo com mais detalhes é muito mais interessante. Aposto que muito gente desiste de ler por conta desse texto enigmático sem emoções....