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Ela Nunca Volta: Quando o Marido Frio Implora romance Capítulo 237

Henrique voltou para a mansão da família Barbosa.

— Papai!

Assim que o viu, Bia correu e se jogou nos braços dele.

Henrique a pegou no colo e ficou algum tempo conversando com Lorena e Alexandre. Com a menina por perto, a sala ganhava outra atmosfera, mais leve, quase acolhedora.

Naquela noite, ele ficou ali com a filha.

Enquanto a babá levava Bia para o banho, Bianca chamou o filho de lado:

— Por que você deixou aquela Evelyn levar a Bia hoje? O que está passando pela sua cabeça?

— Porque ela é a Tatiane. — Henrique respondeu direto.

Bianca ficou em silêncio por um instante. Levou alguns segundos para processar aquilo e, quando finalmente reagiu, arregalou os olhos, incrédula.

— O quê? Ela é… A Tatiane?

Era difícil conciliar a imagem de Evelyn com a mulher de antes.

— Então a Bia…

Ela chegou a começar a frase, mas parou no meio. Pelo visto, a menina ainda não sabia que Tatiane era sua mãe. Pelo menos isso.

— Já que ela voltou, Rick… Não está na hora de resolver esse divórcio de uma vez?

A resposta de Henrique veio fria, sem emoção:

— A Bia sempre quis ter uma mãe.

Desde que conheceu Evelyn, porém, nunca mais tocou no assunto.

Bianca franziu a testa.

— Cinco anos atrás, ela foi capaz de abandonar a própria filha. E agora nem coragem tem de assumir quem é. Pra mim, ela não tem a menor condição de ser mãe da Bia.

Henrique lançou um olhar sério para a mãe.

— Não fala isso na frente dela.

— Eu sei.

Bianca entendeu. Não era defesa, ele só não queria que a menina se machucasse.

— A mãe da Kari marcou de se encontrar comigo amanhã. Ela vem para Nova Aurora. Imagino que você já esteja sabendo.

— Tudo bem.

Quando Bia voltou do banho, a conversa morreu ali.

Nos dois dias seguintes, Tatiane se jogou no trabalho. Como estava fazendo horas extras, ficou temporariamente na cobertura do próprio apartamento, no centro.

Noemi já tinha confirmado com os pais que levaria Ceci para estudar em Nova Aurora. Faltava apenas uma semana para o início do semestre de outono.

Nas duas últimas noites, Bia deixou de ligar e passou a fazer chamadas de vídeo diretamente com Tatiane. E ficavam, no mínimo, meia hora conversando.

Na manhã de quarta-feira, Tatiane reservou meio período para ir ao escritório do advogado Thiago.

Quando chegou, o representante da outra parte e seu assistente já estavam lá. O nome dele era Augusto, quarenta e cinco anos, um advogado chinês renomado, especialista em divórcios e com reconhecimento internacional.

Depois dos cumprimentos formais, todos entraram.

Thiago já os aguardava.

Assim que se acomodaram na sala de reunião, ele iniciou uma análise detalhada do caso com Augusto.

Do lado de Tatiane, havia provas suficientes dos cinco anos de separação, mais do que o bastante para demonstrar que não existia mais qualquer vínculo conjugal entre os dois.

Quanto à traição de Henrique durante o casamento, ela não tinha provas concretas. Na época, nunca imaginou que ele prolongaria o divórcio daquela forma, sem nunca concluir o processo.

E, mesmo que tivesse provas, ainda assim hesitava em usar esse argumento.

Cinco anos sem convivência, sem contato, já eram suficientes.

Sobre a divisão de bens, Tatiane não queria nada.

Sairia daquele casamento de mãos vazias. Também não pretendia disputar a guarda da filha. Tinha um único objetivo: encerrar, de uma vez por todas, o vínculo legal que ainda a prendia a Henrique.

Para qualquer advogado, era um caso simples.

Ainda mais para alguém como Augusto, acostumado a lidar com divórcios milionários.

Mesmo assim, ele sugeriu que Tatiane reivindicasse parte do patrimônio.

Já tinha investigado Henrique: só os bens declarados em nome dele ultrapassavam facilmente a casa das centenas de bilhões.

Aquilo tinha tudo para se tornar um divórcio gigantesco.

Mas Tatiane recusou.

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